
Atualizada às 11h17
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado foi preso nesta sexta-feira (13) em Recife pela Polícia Federal, sob suspeita de obstrução de justiça. Ele é acusado de tentar obter um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, réu em ação penal sobre tentativa de golpe de Estado, com o objetivo de facilitar a fuga do país e evitar a aplicação da lei penal. No meio da manhã, o PL em Pernambuco, partido do ex-ministro divulgou nota sobre o episódio.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou indícios de que Gilson Machado agiu para atrapalhar as investigações e pediu a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal. Machado nega as acusações, afirmando que tratou apenas do passaporte de seu pai.
A PF suspeita de que ele poderia procurar outras embaixadas ou consulados com o mesmo objetivo, para que o tenente-coronel deixe o país.
Gilson Machado é sanfoneiro e empresário, e um aliado próximo de Bolsonaro. Nas lives de Bolsonaro, costumava aparecer tocando o instrumento e entoava canções. Também foi presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) por dois períodos: entre maio de 2019 e dezembro de 2020[8][9] e novamente entre novembro de 2022 e janeiro de 2023.
Por volta das 10h40, a direção estadual do partido do ex-ministro em Pernambuco, o PL, divulgou nota em que afirma que acompanha com atenção as informações relativas a Gilson Machado. Veja a íntegra da nota abaixo.
NOTA OFICIAL
O Partido Liberal em Pernambuco informa que está acompanhando com atenção as informações divulgadas nesta sexta-feira (13) sobre a prisão de Gilson Machado, ex-ministro do Turismo.
Neste momento, o partido aguarda o esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.
O PL reforça seu compromisso com a verdade e com os valores que defende junto à sociedade brasileira.
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