
A governadora Raquel Lya cansou de esperar pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e fez uma engenharia política para efetivar o seu escolhido no comando da Ilha de Fernando de Noronha. Ela nomeou o advogado Virgílio Oliveira como superintendente-adjunto do arquipélago e indicou o atual ocupante do cargo, José Aglailson Neto, para ser o novo superintendente. A estratégia foi oficializada na edição desta sexta-feira (16) do Diário Oficial do Estado. E Virgílio já assume a função nesta sexta-feira (16).
Desde janeiro, quando a então administradora Thallyta Figueirôa foi exonerada, a gestão da ilha tem sido alvo de impasses entre os Poderes. O Governo indicou dois nomes – Walber Santana e Virgílio Oliveira. O primeiro foi preterido um dia antes da sabatina, para a indicação de Virgílio, filho do deputado federal Waldemar Oliveira, num movimento para atrair o partido Avante para o Governo. Desde então, o governo tenta, sem sucesso, pressionar a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe sabatiná-lo.

José Aglailson Neto, nomeado em caráter provisório, ocupava o cargo de superintendente desde 8 de abril. A deputada Socorro Pimentel (União Brasil), líder do Governo na Alepe, afirmou que “a falta de uma solução definitiva estava afetando o funcionamento institucional da administração distrital e gerando insegurança para a população local”. Já o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), vem sustentando que a Comissão tem autonomia para decidir quando pautar as sabatinas.
Conselho de Noronha defendia nome de Virgílio
O Conselho Distrital de Fernando de Noronha, em ofício enviado à Alepe no início desta semana, solicitou a sabatina com urgência, alegando que a ausência de um superintendente oficial tem prejudicado serviços públicos e travado decisões administrativas.
Com a nova manobra, o Governo passa a ter Virgílio Oliveira atuando como número dois na administração do arquipélago. Caso a sabatina de Aglailson Neto não avance, o adjunto poderá ser efetivado de forma interina, sem depender de aval legislativo imediato.
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