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Investir em imóveis de praia: oportunidades e cuidados essenciais

Na alta estação, os imóveis de praia dão retornos expressivos — mas a sazonalidade exige preparo
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Adriana Jansen
Adriana Jansen/Foto: divulgação

Por Adriana Jansen *

A busca por qualidade de vida e renda passiva tem impulsionado um movimento consistente no mercado de imóveis de praia. Essas propriedades, que combinam lazer com potencial de valorização, se tornaram cada vez mais atraentes para quem deseja diversificar o portfólio de investimentos. No entanto, para que o sonho do imóvel litorâneo não se transforme em dor de cabeça, é fundamental ter atenção a aspectos estruturais, financeiros e, sobretudo, jurídicos.

O litoral de Pernambuco é um exemplo claro dessa tendência. O avanço do turismo e os investimentos em infraestrutura vêm estimulando as vendas e abrindo novas oportunidades para quem deseja adquirir ou rentabilizar imóveis. Além da moradia de veraneio, muitos compradores têm apostado no aluguel por temporada, facilitado por plataformas como Airbnb e Booking. Na alta estação, os retornos costumam ser expressivos — mas a sazonalidade exige preparo. Fora do verão, a demanda por locações cai, e o equilíbrio financeiro depende de uma boa gestão.

Há, também, os desafios estruturais inerentes à localização. A maresia e a umidade intensificam o desgaste de materiais, exigindo manutenções constantes. Isso precisa entrar na conta de quem pretende investir com visão de longo prazo. Mas o que, muitas vezes, passa despercebido é o risco jurídico. Diversos imóveis em áreas de praia estão em zonas de proteção ambiental ou terrenos com pendências fundiárias. A ausência de matrícula regular, descumprimento de normas urbanísticas ou desatenção a regras ambientais pode resultar em embargos, multas severas e até na perda do bem.

Por isso, o planejamento deve começar muito antes da assinatura do contrato. A análise jurídica é etapa obrigatória: ela permite verificar se o imóvel está devidamente registrado, se há impedimentos legais à sua comercialização ou ocupação e se a área cumpre os requisitos ambientais exigidos. Essa etapa não é burocracia — é segurança.

Contar com uma equipe multidisciplinar é o melhor caminho. Advogados especializados, engenheiros civis e corretores de confiança formam uma rede essencial para guiar o processo de aquisição com segurança técnica e jurídica. Avaliar a infraestrutura da região, entender a legislação local e projetar custos de manutenção são etapas que protegem o investimento.

Investir em imóveis de praia pode ser altamente vantajoso, mas só será um bom negócio quando conduzido com planejamento, informação e respaldo profissional. A praia ideal existe — desde que os cuidados venham antes da chave.

*Adriana Jansen é advogada, sócia do escritório Portela Soluções Jurídicas e gestora das áreas de regularização imobiliária e recuperação de crédito

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