IA vira commodity e o mercado deve se preparar para isso

A ascensão da IA como uma commodity é um desenvolvimento transformador que promete revolucionar a forma como vivemos e trabalhamos
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Thiago Oliveira/Foto: divulgação

Por Thiago Oliveira*

Nos últimos anos, testemunhamos um avanço notável na utilização da inteligência artificial (IA) no mercado. O que antes era considerado ficção científica, agora permeia aspectos da vida diária, desde assistentes virtuais em smartphones até algoritmos de recomendação em plataformas de streaming. Mesmo com toda essa evolução, estamos apenas arranhando a superfície do potencial da IA. 

De acordo com o relatório “Gartner Top Strategic Predictions for 2020 and Beyond”, do Gartner, até 2023, a IA estará presente em praticamente todos os produtos e serviços de software. Além disso, segundo o relatório “Notes from the AI frontier: Modeling the impact of AI on the world economy”, da McKinsey, espera-se que até 2030, a contribuição econômica global da IA atinja US$ 15,7 trilhões, o que equivale a mais de 16% do PIB global.

À medida que a IA se torna mais difundida e suas aplicações se multiplicam, sua natureza como uma commodity se torna cada vez mais aparente. Empresas como a OpenAI e a Google estão democratizando o acesso à IA por meio de APIs e plataformas de desenvolvimento acessíveis. Além disso, o crescimento do código aberto e das comunidades de desenvolvedores está acelerando o ritmo da inovação e reduzindo os custos de implementação.

A transição da IA terá um impacto significativo em diversos setores. Por exemplo, espera-se que a automação impulsionada pela IA transforme radicalmente a indústria manufatureira, aumentando a eficiência e reduzindo os custos de produção. Da mesma forma, os setores de saúde e finanças serão revolucionados por diagnósticos médicos mais precisos e análises financeiras avançadas, impulsionadas por algoritmos de IA.

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Diante dessa inevitável transformação, é imprescindível que o mercado se prepare adequadamente para a era da IA como uma commodity e não como um diferencial de empresa. Isso envolve investir em educação e treinamento para garantir que os profissionais estejam equipados com as habilidades necessárias para trabalhar em um ambiente impulsionado por IA. Além disso, as empresas devem priorizar a ética e a transparência de sua implementação, garantindo que ela seja usada de maneira responsável e equitativa.

A ascensão da IA como uma commodity é um desenvolvimento transformador que promete revolucionar a forma como vivemos e trabalhamos. No entanto, essa mudança também traz consigo desafios significativos que exigem uma abordagem cuidadosa e estratégica por parte do mercado. Ao se preparar adequadamente e abraçar essa nova era de inovação, podemos colher os muitos benefícios que a IA tem a oferecer, criando um futuro mais próspero e inclusivo para todos.

*Thiago Oliveira é CEO e fundador da Monest, uma empresa de recuperação de ativos através da cobrança de débitos por uma agente virtual chamada Mia, conectada por inteligência artificial. Focada em alta performance e transparência, a empresa possui um sistema digital e inteligente que testa, aprende, entende e melhora as estratégias digitais de abordagem para com os devedores, além de possibilitar que as empresas acompanhem em tempo real o desempenho da recuperação dessas dívidas.

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