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BNDES aprova R$ 11,9 bi para setor automotivo e crédito salta 144%

Apenas em 2025, o BNDES liberou R$ 6,5 bilhões, maior volume em nove anos, focando em descarbonização e veículos híbridos
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Indústria automotiva
Nos últimos três anos, as montadoras receberam aprovações de R$ 8,3 bilhões, um salto significativo frente aos R$ 2,1 bilhões do quadriênio anterior. Foto: Getty Images

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) consolidou um novo patamar de suporte ao setor automotivo brasileiro. Entre 2023 e 2025, a instituição aprovou R$ 11,9 bilhões em crédito para o segmento, um montante que supera em 144% o total injetado durante o ciclo de 2019 a 2022, quando os repasses somaram R$ 4,9 bilhões. O desempenho de 2025 isoladamente chama a atenção: com R$ 6,5 bilhões aprovados, o banco registrou sua maior marca anual desde 2016.

​A aceleração dos desembolsos reflete o alinhamento do banco às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). Essas políticas buscam reverter o cenário de desindustrialização por meio de investimentos em eficiência energética, posicionando o Brasil como um competidor relevante na fabricação de veículos de baixa emissão de carbono.

​Fortalecimento de montadoras e autopeças

A estratégia de financiamento do BNDES abrangeu de forma integrada toda a cadeia produtiva, garantindo fôlego tanto para as grandes montadoras quanto para o segmento de autopeças. Nos últimos três anos, as montadoras receberam aprovações de R$ 8,3 bilhões, um salto significativo frente aos R$ 2,1 bilhões do quadriênio anterior.

​O segmento de autopeças também registrou expansão, com R$ 3,5 bilhões em crédito — um aumento em relação aos R$ 2,8 bilhões aprovados entre 2019 e 2022. Os recursos foram direcionados não apenas para a manutenção da capacidade produtiva, mas prioritariamente para projetos de inovação e estímulo às exportações, visando aumentar a inserção dos componentes brasileiros no mercado global.

​Foco em descarbonização e tecnologia

O apoio financeiro está estritamente vinculado a metas de sustentabilidade e avanço tecnológico. O foco central dos projetos aprovados reside na descarbonização da frota e no desenvolvimento de tecnologias para veículos híbridos, além de melhorias em conforto e segurança para o usuário final. Essa transição energética é vista como a “âncora” da competitividade brasileira frente às pressões ambientais internacionais.

​Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a política industrial do governo Lula é um passo estratégico para a soberania tecnológica. “Ao apoiar a descarbonização e estimular a produção de veículos híbridos, fortalecemos nossa base industrial, geramos empregos qualificados e reduzimos emissões, transformando capacidade produtiva em liderança ambiental. Investir nessa agenda é garantir competitividade hoje e soberania tecnológica amanhã”, afirma Mercadante.

O resultado positivo é apontado pelo banco como um reflexo direto da previsibilidade gerada pelo Programa Mover. Ao estabelecer regras claras para investimentos em mobilidade verde, o programa deu segurança para que as empresas retomassem seus planos de expansão. A meta é que o Brasil não apenas produza veículos, mas desenvolva localmente a tecnologia necessária para a nova fronteira da mobilidade sustentável, reduzindo a dependência de importações de componentes críticos.

Renovação de frota de caminhões soma R$ 1,3 bilhão

Complementando a ofensiva de crédito para o setor automotivo, o programa BNDES Renovação da Frota registrou um início vigoroso, aprovando R$ 1,3 bilhão em apenas 30 dias. A iniciativa, parte do programa federal Move Brasil, já beneficiou transportadores de 532 municípios. Somente em janeiro, foram realizadas 1.152 operações com foco na substituição de veículos antigos por modelos novos ou seminovos mais eficientes e menos poluentes. ​

Com um orçamento total de R$ 10 bilhões e taxas competitivas entre 13% e 14% ao ano, o programa oferece prazos de até 60 meses para estimular a indústria nacional. O modelo aumenta a segurança dos caminhoneiros e reforça o caráter social da medida, que reserva R$ 1 bilhão exclusivamente para autônomos e cooperados.

Com informações da Agência BNDES.

Leia também: Projetos alinhados à Nova Indústria Brasil terão R$ 3,3 bi para inovação

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