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Nordeste firma pacto com Under2 Coalition e lidera ações climáticas na COP30

O Consórcio Nordeste aderiu à Under2 Coalition durante a COP30, assumindo metas de descarbonização e lançando plano ecológico regional. Estados apresentaram propostas de preservação, financiamento verde e inovação climática no evento global
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Nordeste firma pacto com Under2 Coalition e lidera ações climáticas na COP30 presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí Rafael Fonteles e diretora executiva da Under2, Champa Patel
Presidente do Consórcio Nordeste, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, assinou acordo com a diretora executiva da Under2 Coalition, Champa Patel. Foto: Juliana Oliveira/Governo do Piauí

O Nordeste brasileiro iniciou sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), com uma agenda articulada que reforça seu protagonismo nas políticas ambientais do país. Representado pelo Consórcio Nordeste, o bloco regional apresentou um plano ecológico integrado, assumiu compromissos com metas de neutralidade climática e oficializou sua entrada na Under2 Coalition, uma das principais alianças internacionais de governos subnacionais voltada à descarbonização.

Durante a abertura da conferência, o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, defendeu a criação de mecanismos de remuneração para populações que atuam na preservação de biomas, como a Caatinga e a Mata Atlântica. Segundo ele, é necessário valorizar essas comunidades com políticas que associem conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico.

Adesão à Under2 Coalition projeta a região no debate climático global

A adesão à Under2 Coalition representou um dos principais marcos da presença nordestina na COP30. A coalizão, coordenada pelo Climate Group, reúne mais de 270 governos de 43 países e defende a meta de neutralidade de carbono até 2050. Com o ingresso, os estados nordestinos se comprometeram a desenvolver inventários estaduais de emissões até 2026, elaborar planos regionais de descarbonização até 2030 e participar de fóruns técnicos internacionais sobre mitigação e adaptação.

Além do posicionamento político, a participação na coalizão amplia a presença diplomática do Nordeste em redes multilaterais e facilita o acesso a cooperação técnica, metodologias científicas e fontes de financiamento climático. Segundo Rafael Fonteles, a integração a esse pacto internacional reforça a capacidade dos estados de atuarem diretamente em negociações ambientais globais, superando a limitação de ações apenas no âmbito federal.

A diretora executiva da Under2, Champa Patel, parabenizou o Consórcio Nordeste “pelo trabalho incrível que vocês estão realizando em prol da liderança climática. Fico muito feliz que a coalizão de governos subnacionais, que trabalham rumo ao carbono zero, seja uma parceira.”

Governadores apresentam metas locais de mitigação e adaptação

Paralelamente à adesão internacional, os estados nordestinos apresentaram medidas próprias de enfrentamento às mudanças climáticas. O Piauí divulgou seu plano estadual de ação climática com metas de redução de emissões e expansão da matriz energética renovável até 2030. O documento prevê ações em transporte sustentável, manejo de resíduos e reflorestamento.

O Rio Grande do Norte, por sua vez, enfatizou a importância da preservação da Caatinga e propôs emendas ao orçamento federal de 2026 para obras estruturantes de segurança hídrica, com foco em resiliência climática. Governadores de outros estados também participaram de reuniões técnicas sobre soluções baseadas na natureza e recuperação de áreas degradadas, com o objetivo de alinhar políticas regionais às metas internacionais.

Banco do Nordeste e FIEC levam soluções sustentáveis à COP30

O Banco do Nordeste destacou sua atuação em frentes como energia limpa, microfinanças verdes e projetos de conservação ambiental. A instituição apresentou os resultados do programa Crediamigo Verde, voltado ao financiamento de pequenos negócios com práticas sustentáveis, além de discutir novos modelos de crédito climático voltados ao Semiárido.

Já a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) levou à conferência projetos desenvolvidos no interior do estado, com foco em tecnologias de dessalinização solar, reuso de águas cinzas e aproveitamento energético de resíduos orgânicos. A entidade também coordenou um painel sobre os impactos da Medida Provisória 1304/2025, que trata de mudanças no marco regulatório do setor energético nacional e seus reflexos para investidores em fontes renováveis.

Nordeste articula presença integrada e busca novos recursos climáticos

A participação coordenada de governos estaduais, instituições financeiras e setor produtivo demonstra o esforço do Nordeste em construir uma governança ambiental federativa. O Consórcio Nordeste pretende ampliar o acesso da região a instrumentos internacionais como o mercado de créditos de carbono, fundos multilaterais de adaptação e plataformas de cooperação técnica.

A visibilidade conquistada na COP30 reforça o papel do Nordeste como referência em soluções climáticas para regiões semiáridas e biomas ameaçados. A expectativa é que os acordos firmados durante a conferência sirvam de base para novas parcerias internacionais e para o avanço de políticas públicas integradas de longo prazo.

Leia mais: Nordeste leva à COP30 plano para economia verde no semiárido

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