
A entrada em funcionamento de um centro de distribuição de 12 mil m² em Cabo de Santo Agostinho (PE), com 36 docas e capacidade para 36 contêineres simultâneos, amplia a presença da Maersk, maior grupo de logística integrada do mundo, na região de Suape. A unidade, que não teve solenidade de inauguração oficial e nem divulgação do valor investido, já opera em regime pleno, pouco mais de um mês depois de a APM Terminals, subsidiária do grupo dinamarquês, ter aberto o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina no mesmo complexo portuário, com investimento superior a R$ 2 bilhões. A Maersk atende mais de 100 mil clientes em cerca de 130 países e emprega mais de 100 mil colaboradores globalmente.
O centro de distribuição da Maersk fica a cerca de 20 km do Complexo Industrial Portuário de Suape e do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes, com acesso pela BR-101. Atende clientes dos segmentos de bebidas premium e peças de reposição, além de oferecer operações de cross-docking. Varejo, indústria automotiva, bens de consumo, eletroeletrônicos, energia solar e alimentos estão entre os setores contemplados.
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O armazém também adota práticas voltadas à eficiência operacional e à redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas operações logísticas. Entre essas práticas estão a segregação e coleta seletiva de resíduos, a iluminação integral em LED e o uso de equipamentos de movimentação totalmente elétricos, equipados com baterias de lítio que possibilitam recargas rápidas e maior produtividade. A operação é gerenciada por um sistema proprietário de WMS (Warehouse Management System), desenvolvido para integrar e coordenar todas as etapas do fluxo logístico em uma única plataforma.
Segundo Ricardo Rocha, presidente da Maersk para Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, a operação responde ao avanço da atividade econômica na região. “O Nordeste desempenha um papel cada vez mais estratégico para o desenvolvimento econômico do Brasil, concentrando investimentos, expansão do consumo e novas oportunidades de negócios. Nosso objetivo é apoiar esse crescimento por meio de soluções logísticas integradas que conectem empresas, mercados e consumidores com mais eficiência, previsibilidade e agilidade”, afirmou.
Além de CD da Maersk, terminal de contêineres em Suape
O terminal portuário da APM Terminals, inaugurado em 12 de junho, ocupa 50 hectares no terreno do antigo Estaleiro Atlântico Sul. A capacidade inicial é de 400 mil TEUs por ano, expansível a 1,3 milhão de TEUs. O cais tem 430 metros de extensão e profundidade de até 15,5 metros. A estrutura tem capacidade estática de 12 mil TEUs e mais de 300 tomadas para contêineres refrigerados.
O empreendimento opera sob o modelo de Terminal de Uso Privado (TUP), com regras tarifárias distintas das que regem a concessão pública da Tecon Suape (ICTSI), em vigor desde 2001. A abertura do terminal ampliou em 55% a capacidade de movimentação de contêineres de Suape e encerrou o monopólio da Tecon. A construção gerou mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. A Maersk antecipou a segunda fase de expansão de 2034 para 2027.
Um estudo da consultoria A&M Infra em parceria com o escritório Navarro Prado Advogados, encomendado pela APM Terminals, projeta que o terminal pode gerar até R$ 4,8 bilhões em exportações adicionais, cerca de R$ 4,9 bilhões em PIB e mais de 43 mil empregos nas cadeias ligadas ao comércio exterior.
Segundo Daniel Rose, diretor-geral da APM Terminals Suape e Pecém, o terminal vai além de um ativo portuário. “Mais do que um novo ativo portuário, este terminal amplia a capacidade do Nordeste, integra o Brasil às principais rotas comerciais do mundo e eleva o padrão operacional da região com uma infraestrutura totalmente eletrificada”, afirmou. A APM Terminals também opera no Porto de Pecém (CE) há mais de duas décadas.
Movimentação portuária no Nordeste
Em 2025, a região registrou 21,2 milhões de toneladas em operações de contêineres, 9% acima do ano anterior, o maior crescimento em cinco anos. O volume total de cargas por mares e rios somou 329,7 milhões de toneladas, segundo o Ministério dos Portos e Aeroportos, com base no Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A operação interna do centro de distribuição é gerenciada por um sistema proprietário de WMS (Warehouse Management System), com controle em tempo real e processos suportados por radiofrequência. A unidade conta com coleta seletiva de resíduos, iluminação em LED e equipamentos de movimentação elétricos com baterias de lítio.
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