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Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,15% em 2026, aponta Focus

Relatório do Banco Central mostra nova queda no IPCA e mantém expectativas para o PIB, câmbio e Selic estáveis no fechamento deste ano
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  1. Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 5,15% em 2026 conforme boletim Focus
  2. Projeção da Selic permanece estável em 14% para 2026 pela quarta semana consecutiva
  3. Inflação projetada em 4,20% para 2027 e 3,78% para 2028 segundo expectativas
  4. PIB mantém estimativa de crescimento de 1,99% para 2026 há três semanas
  5. Dólar projetado em R$ 5,20 ao final de 2026 sem alterações há cinco semanas
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Em relação à taxa básica de juros, a projeção da Selic para 2026 se manteve em 14% pela quarta semana consecutiva. As previsões para 2027 e 2028 também permaneceram estáveis, fixadas em 12% e 10,5%, respectivamente. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 mantêm a trajetória de queda observada nas últimas semanas. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,15%.

​Na semana passada, o mercado projetava que o IPCA, índice que corresponde à inflação no país, fecharia o ano em 5,16%. Há quatro semanas, a estimativa era de uma taxa de 5,33%. Para os anos de 2027 e 2028, o boletim projeta a inflação em 4,20% e 3,78%, respectivamente.

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​Em relação à taxa básica de juros, a projeção da Selic para 2026 se manteve em 14% pela quarta semana consecutiva. As previsões do mercado para a Selic em 2027 e 2028 também permaneceram estáveis, fixadas em 12% e 10,5%, respectivamente.

​Projeções para a taxa Selic e reuniões do Copom

​A taxa atual de juros, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, está em 14,25%. Com a projeção em 14%, o mercado indica a expectativa de pelo menos uma redução na taxa básica até o final de 2026, sendo que a próxima reunião do órgão está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

​O histórico recente do indicador mostra que, de junho de 2025 até março de 2026, a Selic esteve em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano. Anteriormente, no período de setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa havia sido elevada sete vezes.

​Nos demais indicadores macroeconômicos, como Produto Interno Bruto (PIB) e câmbio, as estimativas dos analistas se mantiveram estáveis na comparação com as últimas semanas divulgadas pelo Banco Central.

​Expectativas estáveis para PIB e cotação do dólar

Sobre o Produto Interno Bruto, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, as projeções estão fixadas há três semanas em um crescimento de 1,99% para 2026. Há quatro semanas, a estimativa era de 1,98%, enquanto para 2027 e 2028 o mercado projeta um avanço econômico de 1,65% e 2%, respectivamente.

As projeções para o câmbio ao final de 2026 seguem estáveis há cinco semanas consecutivas. A cotação prevista do dólar pelo mercado financeiro está mantida em R$ 5,20 para este ano, avançando para R$ 5,28 em 2027 e alcançando R$ 5,30 ao término de 2028.

​Mecanismos da taxa de juros na economia

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país, o que estimula a atividade econômica. Por outro lado, segundo os especialistas consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar as pressões inflacionárias.

​Ao aumentar a taxa básica de juros, o comitê faz com que o crédito no país fique mais caro, o que estimula a aplicação de recursos em poupança ou renda fixa em vez do consumo.

Na avaliação do mercado, juros mais altos dificultam a expansão da economia ao reduzirem demandas, ajudando a conter a inflação. Para definir as taxas cobradas dos clientes, os bancos consideram ainda o risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Com informações da Agência Brasil.

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