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Conheça o novo título do Tesouro Direto que vai disputar com a Poupança

A principal diferença é que o Tesouro Reserva tende a oferecer rentabilidade mais competitiva, já que será indexado à Selic
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  1. Tesouro Reserva entra em operação segunda-feira com resgate e aplicação disponíveis 24 horas diariamente.
  2. Novo título oferece rentabilidade atrelada à taxa Selic sem marcação a mercado, garantindo maior previsibilidade.
  3. Produto lançado exclusivamente para 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil inicialmente.
  4. Tesouro Reserva compete com poupança oferecendo rentabilidade mais competitiva e indexada diretamente à Selic.
  5. Investidor pode começar aplicação com apenas R$ 1, visando facilitar acesso ao mercado financeiro.
B3 Tesouro
Lançamento do Tesouro Reserva, na Arena B3. Foto: Dus Hamanaka/B3

A partir desta segunda-feira (11), entra em operação o Tesouro Reserva, novo título público lançado pela Secretaria do Tesouro Nacional em parceria com a B3 e o Banco do Brasil dentro do programa Tesouro Direto. A principal novidade do produto é a possibilidade de aplicação e resgate em qualquer horário, todos os dias da semana, em um modelo de negociação contínua, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.

O novo título terá rentabilidade atrelada à taxa Selic, atualmente a principal referência dos juros básicos da economia brasileira. Diferentemente do Tesouro Selic tradicional, o Tesouro Reserva não contará com marcação a mercado, mecanismo que provoca oscilações no valor dos títulos em períodos de volatilidade financeira. Na prática, isso significa maior previsibilidade para o investidor no momento do resgate, sem perdas ocasionadas pelas variações diárias de preço.

Neste primeiro momento, o produto será oferecido exclusivamente aos cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, instituição escolhida como parceira inicial do projeto. Segundo o Tesouro Nacional, outras instituições financeiras já realizam testes para disponibilizar o título nos próximos meses.

A proposta do Tesouro Reserva é funcionar como uma alternativa simples para formação de reserva de emergência, especialmente voltada para investidores iniciantes. Um produto que vai concorrer com a Caderneta de Poupança. A principal diferença é que o Tesouro Reserva tende a oferecer rentabilidade mais competitiva, já que será indexado à Selic. Hoje, a poupança rende 70% da Selic mais TR quando a taxa básica está abaixo de 8,5%, ou 0,5% ao mês mais TR quando a Selic supera esse patamar. Já os títulos atrelados à Selic acompanham mais diretamente os juros básicos da economia.

O governo avalia que o produto pode ampliar o acesso da população ao mercado financeiro e estimular hábitos de educação financeira. A iniciativa se soma a outros projetos desenvolvidos pela Secretaria do Tesouro Nacional e pela B3, como a OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira), criada para incentivar o conhecimento sobre investimentos entre estudantes brasileiros.

Diferencial do Tesouro Reserva

De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, o novo título foi estruturado para atender uma demanda crescente por investimentos acessíveis, seguros e com liquidez imediata. Segundo ele, a operação ininterrupta reduz barreiras de acesso e aproxima o investimento público da rotina cotidiana dos brasileiros. “O Tesouro Reserva nasce para atender uma demanda concreta da população: a necessidade de guardar dinheiro com segurança, simplicidade e acesso imediato. Com a operação 24 horas por dia, sete dias por semana, eliminamos barreiras de horário e aproximamos o investimento público da rotina das pessoas”, afirmou.

Outro diferencial do Tesouro Reserva é a possibilidade de começar a investir com apenas R$ 1. O rendimento passa a contar a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O limite mensal de aportes será de R$ 500 mil por investidor, sem restrição para resgates.

Para a B3, responsável pela infraestrutura tecnológica que viabiliza as operações do Tesouro Direto, o lançamento representa mais um passo na expansão da base de investidores pessoa física no país. O diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, destacou que o formato busca simplificar o acesso aos investimentos digitais. Segundo ele, a facilidade de investir pequenos valores e acompanhar os rendimentos em tempo real pode estimular maior interesse da população pela educação financeira.

“O Tesouro Reserva permite que a pessoa aplique a partir de R$ 1, acompanhe o rendimento e faça resgates quando quiser, em qualquer horário. Isso reforça o engajamento do investidor e amplia o interesse pela jornada de educação financeira”, afirmou Paiva.

Parceiro do Tesouro Direto desde a criação do programa, em 2002, o Banco do Brasil será a primeira instituição financeira a distribuir o novo título. Para o vice-presidente de Negócios de Atacado da instituição, Francisco Lassalvia, a iniciativa reforça a posição do banco em inovação tecnológica e investimentos. Segundo ele, ampliar o acesso a produtos financeiros também contribui para o desenvolvimento econômico e para a autonomia financeira da população.

As operações de investimento e resgate do Tesouro Reserva serão realizadas pelo aplicativo Investimentos BB. As transações ocorrerão via Pix, mecanismo que, segundo as instituições envolvidas, deve tornar o processo mais rápido e acessível para os investidores.

Em relação à tributação, o Tesouro Reserva seguirá as mesmas regras aplicadas aos demais títulos do Tesouro Direto. O Imposto de Renda incidirá apenas sobre os rendimentos no momento do resgate ou do vencimento do título. As alíquotas são regressivas, variando conforme o prazo da aplicação: quanto maior o tempo investido, menor o percentual de imposto cobrado.

Também poderá haver incidência de IOF para aplicações resgatadas em até 30 dias. Nesse caso, a cobrança é regressiva e zerada após esse período. Tanto o IR quanto o IOF serão recolhidos automaticamente pela instituição financeira responsável, sem necessidade de pagamento adicional por parte do investidor.

*Com informações da B3

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