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Opep ajusta previsões do PIB global e de demanda por petróleo para 2026

​Relatório mensal da organização indica desaceleração no consumo imediato, mas projeta recuperação robusta e crescimento chinês acima do esperado
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  1. Opep reduz projeção de demanda de petróleo para 2026 em 200 mil barris diários
  2. Consumo global deve atingir 106,33 milhões de barris diários em 2026, segundo previsões atualizadas
  3. Demanda de petróleo em economias emergentes cresce mais que em países desenvolvidos da OCDE
  4. PIB global mantém projeção de 3,1% para 2026 e 3,2% para 2027, aponta organização
  5. Zona do Euro tem estimativa de crescimento reduzida de 1,2% para 1,1% em 2026
Petrobras campos terrestres de petróleo exploração gás natural Nordeste venda
De acordo com o documento oficial, a expectativa de crescimento da demanda mundial por petróleo para 2026 sofreu um corte de 200 mil barris por dia (bpd). Foto: Petrobras/Divulgação

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou seus números para o mercado global de energia. Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (13), a entidade promoveu ajustes nas projeções de consumo da commodity para os próximos dois anos, sinalizando uma dinâmica de mercado que alterna cautela no curto prazo com otimismo para o período seguinte.

​De acordo com o documento oficial, a expectativa de crescimento da demanda mundial por petróleo para 2026 sofreu um corte de 200 mil barris por dia (bpd). Com essa alteração, o avanço esperado agora é de 1,2 milhão de bpd. Caso essa estimativa se concretize, o consumo global deve atingir a marca de 106,33 milhões de bpd ao longo do próximo ano.

​Por outro lado, o cenário desenhado para 2027 traz um fôlego renovado para os produtores. A organização elevou a projeção de aumento da demanda no mesmo patamar do corte anterior, acrescentando 200 mil bpd aos cálculos. Dessa forma, espera-se um incremento de 1,5 milhão de bpd para 2027, o que elevaria o consumo total do planeta para 107,87 milhões de bpd.

O comportamento das economias desenvolvidas e emergentes

O relatório detalha como a demanda deve se comportar em diferentes blocos econômicos. Nos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais industrializadas, a Opep projeta aumentos modestos de 100 mil bpd em 2026 e de 200 mil bpd no ano subsequente.

​O verdadeiro motor do consumo, no entanto, continua vindo de fora desse grupo. Para as economias em desenvolvimento e emergentes, a expectativa de acréscimo é significativamente maior, com previsões de 1,1 milhão de bpd para 2026 e de 1,3 milhão de bpd para 2027. Essa disparidade reforça a dependência do setor petrolífero em relação ao crescimento de mercados como o asiático.

Estabilidade no crescimento da economia mundial

No campo da macroeconomia, a Opep optou pela manutenção da cautela ao avaliar o Produto Interno Bruto (PIB) global. A organização manteve a previsão de crescimento da economia mundial em 3,1% para 2026. Para 2027, os analistas da entidade reafirmaram a projeção de um avanço ligeiramente superior, fixado em 3,2%.

​A análise individual das maiores potências revela um quadro de estabilidade nos Estados Unidos. A Opep manteve as estimativas de alta para a economia americana em 2,2% para 2026 e de 2,0% para o ano seguinte. Os números sugerem uma aposta na resiliência da maior economia do mundo frente aos desafios inflacionários.

Contraste entre a Zona do Euro e a China

A situação na Europa, contudo, inspirou um ajuste negativo por parte do cartel. A estimativa de crescimento para a zona do euro em 2026 foi reduzida de 1,2% para 1,1%. Apesar da leve queda para o próximo ano, a projeção de 1,2% para 2027 foi mantida, indicando que a recuperação do bloco europeu pode ser mais lenta do que o previsto inicialmente.

​Em contrapartida, a China aparece como uma surpresa positiva no relatório. A Opep elevou a previsão de crescimento chinês para 2026, passando de 4,5% para 4,6%. Para 2027, a organização reafirmou o percentual de 4,5%. Esse aumento na projeção para a segunda maior economia do mundo é um dos fatores que sustentam a confiança na demanda futura por energia.

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