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Brasil e Índia assinam acordo sobre terras raras e minerais críticos

Ato foi assinado em Nova Delhi durante reunião do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da República da Índia, Narendra Modi
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Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião restrita com o Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi, na Sala Nilgiri da Casa Hyderabad em Nova Delhi, na Índia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião restrita com o primeiro-ministro da República da Índia, Narendra Modi, na Sala Nilgiri da Casa Hyderabad em Nova Delhi, na Índia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um acordo envolvendo minerais críticos e terras raras foi assinado neste sábado (21) entre os governos do Brasil e da Índia. Em declaração à imprensa realizada nesta madrugada em Nova Delhi, na Índia, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi informou que o acordo é “um grande passo” para os dois países.

“O acordo assinado sobre minerais críticos e terras raras é um grande passo em direção a construir cadeias de suprimento resilientes”, disse Modi a jornalistas.

Ao lado de Modi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a assinatura desse acordo coloca a tecnologia “a serviço do desenvolvimento inclusivo”.

“É notável a evolução indiana em setores de ponta, como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração especial. Isso cria muitas oportunidades de cooperação com o Brasil e traduz nosso compromisso com uma agenda que coloca tecnologia a serviço do desenvolvimento inclusivo. Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje”, falou Lula.

O Brasil detém as segundas maiores reservas globais desses recursos, atrás da China.

Outros acordos Brasil-índia

Durante o encontro realizado neste sábado, em Nova Delhi, na Índia, os dois líderes assinaram um memorando de entendimento também nas áreas de  comércio, empreendedorismo, defesa e saúde. 

“Nós temos possibilidades ilimitadas de cooperação na área de saúde, na área farmacêutica e nós vamos trabalhar em melhorar o fornecimento de medicamentos a preço acessível e de qualidade para o Brasil”, disse Modi.

Governança de IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a regulação para o uso da Inteligência Artificial (IA) seja feita por “uma instituição multilateral com o porte das Nações Unidas”, de forma a beneficiar a sociedade como um todo, em vez de “um ou dois donos”.

A declaração foi feita na sexta-feira (20) durante entrevista ao programa India Today. O presidente brasileiro está na Índia, em viagem oficial.

Durante a entrevista, ele voltou a defender que as relações comerciais entre os países, em especial os que formam o Brics, possam ser feitas com moedas locais em vez do dólar estadunidense.

Na viagem que faz à Índia, Lula tem alertado sobre a necessidade de se estabelecer uma regulação para a Inteligência Artificial que garanta o bom uso dessa ferramenta:

“Precisamos de uma regulação rígida, realizada por uma instituição multilateral com o porte das Nações Unidas. Essa regulação deve proteger especialmente crianças, adolescentes e mulheres, pois não podemos permitir que a IA seja usada para causar danos e violência.”

Segundo ele, os riscos de a IA ser usada de maneira negativa são grandes e podem causar danos e prejuízos à vida íntima das pessoas, além de provocar violência.

“Há dois ou três proprietários de grandes plataformas que não desejam qualquer tipo de regulação, mas se não regularmos e perdermos o controle, acredito que isso não será bom para a humanidade”, disse.

“Pode até ser lucrativo para uma ou outra pessoa, mas, para a humanidade, não será positivo. Nós, governantes, precisamos ter clareza sobre a necessidade de proteger a sociedade diante dessa coisa extraordinária que é a inteligência artificial”, acrescentou.

Segundo Lula, a inteligência artificial é algo cada vez mais fundamental para a humanidade, mas apenas se estiver a serviço da sociedade civil.

“Ela pode elevar os padrões de vida das pessoas até mesmo em áreas como a saúde e a educação. A IA deve servir ao crescimento dos países, à melhoria dos serviços públicos e privados e, acima de tudo, à melhoria das condições de trabalho de toda a humanidade. Quem precisa assumir o controle sobre a IA é a sociedade”, completou.

Leia mais: Alckmin: Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA

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