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Lula e Prabowo citam parcerias com uso de Pix brasileiro e Qris indonésio

Com direito a bolo para festejar antecipadamente aniversário de 80 anos, presidente Lula destaca potencial de cooperação comercial entre Brasil e Indonésia, que pode chegar a US$ 20 bilhões nos próximos anos
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Celebração do aniversário do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e do Presidente da República da Indonésia, Prabowo Subianto.

Palácio Merdeka, Jacarta-Indonésia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Celebração antecipada do aniversário de 80 anos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, promovida pelo presidente da República da Indonésia, Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka, em Jacarta. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os governos do Brasil e da Indonésia divulgaram, nesta quinta-feira (23), comunicado conjunto, sobre o progresso da parceria estratégica entre os dois países. O documento, que trata também de cooperações tanto no âmbito regional quanto multilateral, marca a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, àquele país.

O documento contém dezenas de pontos consensuais entre Brasil e Indonésia, em especial os potenciais estratégicos comuns entre os dois países. Reitera também seus posicionamentos em favor de uma “reforma da governança, paz e segurança internacionais”, além de renovar iniciativas já existentes.

Os dois países reconhecem o “expressivo potencial da cooperação” econômica e empresarial nas mais diversas áreas e setores, em especial relativas a agronegócio, defesa, mineração, energia, saúde e turismo.

Há pontos consensuais sobre transições energéticas, biocombustíveis, bem como o combate a organizações criminosas. O documento valoriza iniciativas de aproximação de blocos econômicos dos quais participam e a cooperação Sul-Sul para promover “uma ordem internacional justa e inclusiva, baseada no direito internacional”.

Cita também a sinergia e a complementariedade entre Brasil e Indonésia e o potencial do ponto de vista empresarial e acadêmico. Nesse sentido, destaca áreas como educação, ciência, tecnologia, inovação, agricultura, meio ambiente e diversidade.

Lula defende uso de moedas locais para comércio Brasil-Indonésia

Com direito a bolo e festa antecipada do aniversário de 80 anos, que serão completados na segunda-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em dois momentos, durante a visita que faz à capital da Indonésia, Jacarta, a possibilidade de uso de moedas locais no comércio entre os dois países.

A primeira delas, durante declaração à imprensa, na madrugada desta quinta-feira (23). Pela manhã, Lula disse que tanto o Pix quanto o sistema similar indonésio têm condições de facilitar não só o comércio entre os dois países, mas, também, entre os países que integram o Brics – grupo formado por 11 países-membros e dez parceiros, entre eles o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, 

“No âmbito do Brics, o Pix brasileiro e o Qris indonésio oferecem modelos de sistemas de pagamentos eficazes e acessíveis, que podem inspirar medidas que facilitarão o comércio em moedas locais entre os países do bloco”, disse o presidente durante evento com empresários brasileiros e indonésios.

Segundo Lula, esse movimento faz parte de uma “estratégia mais ampla do Brasil de diversificar parcerias e facilitar o comércio”.

Prabowo destaca potencial de comércio

Em seu discurso, Prabowo disse que Brasil e Indonésia são duas forças econômicas cada vez maiores, que fortalecem o sul global. Segundo ele trata-se de uma “parceria estratégica e sinergética entre países complementares”, entre dois membros do Brics e do G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta.

“Hoje assinamos acordos significantes”, afirmou o presidente indonésio. Segundo ele, o comércio entre os dois países tem potencial para chegar a US$ 20 bilhões nos próximos anos. A fim de “cultivar essa relação”, Prabowo disse que incluirá o português entre as línguas prioritárias do sistema educacional de seu país.

“É quase inexplicável, para as nossas sociedades, como é que dois países importantes no mundo, como Indonésia e Brasil, com quase 500 milhões de habitantes, só tenham um comércio de US$ 6 bilhões. É pouco”, disse Lula.

Meio ambiente, combate à fome e à pobreza

A preocupação com as mudanças climáticas, com oceanos e florestas tropicais é comum, citado no comunicado conjunto, bem como suas correlações com as áreas de pesquisa e tecnologia espacial; desenvolvimento sustentável e energias limpas e renováveis.

Como membros fundadores da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, reforçam o compromisso de enfrentar tais desafios por meio da cooperação multilateral, reconhecendo que a segurança alimentar e nutricional é “fundamental para a estabilidade e a resiliência nacionais”.

Manifestaram também apoio à Declaração de Lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), a ser adotada na Cúpula do Clima de Belém.

Reforma na governança global e Gaza

Indonésia e Brasil reiteraram seu posicionamento em favor de uma “reforma urgente e abrangente” das instituições de governança global, no sentido de “ampliar a voz do Sul Global” e de regiões “não representadas ou sub-representadas”, e cita especificamente o Conselho de Segurança da ONU para esse fim.

Por fim, o documento acolhe “com satisfação o processo de cessar-fogo em Gaza como um passo inicial para o fim da guerra, o acesso desimpedido de ajuda humanitária e o início imediato da reconstrução em Gaza”. A solução para os problemas da região passa, tanto para a Indonésia quanto para o Brasil, pela existência de dois Estados.

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