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IBGE lança mapa-múndi invertido com Brasil em “posição de liderança”

Segundo o IBGE, o mapa-múndi invertido traz uma nova perspectiva no momento em que o Brasil tem ativa participação nos debates e perspectivas do Sul Global e do cenário mundial
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou um “mapa-múndi invertido” que coloca o Brasil no centro. Segundo o IBGE, a versão do mapa “traz uma nova perspectiva no momento em que o Brasil tem ativa participação nos debates e perspectivas do Sul Global e do cenário mundial, em especial por presidir o Brics e o Mercosul”.

O mapa é considerado “invertido” por colocar o Sul global em cima, diferentemente das representações cartográficas tradicionais. O novo mapa também traz destacados os países que compõe o BRICS, o Mercosul, os países de língua portuguesa e do bioma amazônico, também a cidade do Rio de Janeiro, como capital dos BRICS, a cidade de Belém, como capital da COP 30 e o Ceará como sede do Triplo Fórum, que vai ocorrer de 11 a 13 de junho.

O evento vai reunir os chefes dos Institutos Nacionais de Estatística, autoridades, parlamentares, gestores públicos e privados, universidades, entidades da sociedade civil, jovens pesquisadores, estudantes, entre outros, em torno dos desafios da Governança internacional na Era Digital e seus impactos para as economias do Sul Global.

Mapa-múndi invertido do IBGE custa R$ 90

No site do instituto, o mapa pode ser adquirido por R$ 90. Para compras presenciais, na livraria do IBGE no Rio de Janeiro, há desconto de 30%, mas as retiradas só poderão ser feitas a partir da próxima segunda-feira (12), por conta da “demanda”.

Em publicação na rede social X, o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, destacou o lançamento do novo mapa. “A novidade busca ressaltar a posição atual de liderança do Brasil em importantes fóruns internacionais como no Brics e Mercosul e na realização da COP 30 no ano de 2025”, reforçou Pochmann.

Segundo a diretora de geociências do IBGE, Maria do Carmo Dias Bueno, a convenção cartográfica do Norte para cima e do Leste para a direita foi estabelecida pelo astrônomo Ptolomeu e foi amplamente adotada por outros cartógrafos como Mercator e Waldseemüller.

Mas existem mapas que têm outra orientação e onde o Norte não está no topo. É o caso, por exemplo, dos mapas medievais ou de alguns mapas feitos por outras culturas. Nos mapas modernos, há questões relacionadas a reinvindicações políticas nesses mapas invertidos, geralmente realizada por países localizados no Hemisfério Sul. 

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