
No Nordeste, o Ceará foi o primeiro lugar no Índice de Inovação dos Estados 2025, estudo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, o Estado está em 7º lugar no ranking nacional. Depois do Ceará, os melhores colocados da região, em ordem decrescente, foram (com suas respectivas posições no ranking nacional): Pernambuco (12º), Bahia (13º), Rio Grande do Norte (14º), Paraíba (16º), Sergipe (17º), Piauí (19º), Alagoas (22º) e o Maranhão, no (27º) lugar, o último da lista.
O índice de inovação reflete a desigualdade econômica e social do País. Os últimos seis colocados no ranking são todos do Norte e Nordeste: Maranhão (27º), Roraima (26º), o Amapá (25º), o Acre (24º) e o Tocantins (23º). A CNI considera a inovação o motor do crescimento industrial.
Segundo o próprio estudo, esses resultados apontam para as históricas desigualdades econômicas regionais do Brasil, visto que todos os seis primeiros colocados estão localizados nas regiões Sudeste e Sul. Em 2025, o ranking da inovação dos Estados foi liderado por São Paulo, seguido do Rio de Janeiro (2º), o Rio Grande do Sul (3º), Santa Catarina (4º) e o Paraná (5º). Essa sequência foi a mesma nas duas edições anteriores, mostrando uma estabilidade dos primeiros colocados nos últimos três anos.
O índice mede a capacidade de inovação das 27 unidades da federação, levando em conta duas dimensões: Capacidades, que analisa fatores como capital humano, infraestrutura e investimentos em ciência e tecnologia; e Resultados, que avalia a produção científica, propriedade intelectual, empreendedorismo e intensidade tecnológica. São usados 12 indicadores para indicar a performance de cada estado.

Os cinco primeiros lugares no ranking da inovação no Nordeste
Na região, a primeira colocação do Ceará foi puxada por itens como formação de recursos humanos e investimento e financiamento público em Ciência e Tecnologia. Neste último, o estado ficou em 6º lugar no ranking nacional. No capital humano, ficou em 10ª posição na mão de obra com graduação, 9ª nos trabalhadores com pós-graduação e 11º na inserção de mestres e doutores. Já na infraestrutura aquele estado ocupou o 17º lugar e, com relação às instituições desta área, 13º.
Segundo colocado no Nordeste, o forte de Pernambuco também está na mão de obra, embora seja o 19º com relação aos trabalhadores que têm graduação. Chama a atenção, o fato de o estado ser o 8º colocado em trabalhadores com pós-graduação e o 8º também na inserção de mestres e doutores. A quantidade de mestres e doutores está relacionada com um trabalho mais especializado. No investimento e financiamento público em Ciência e Tecnologia, Pernambuco ficou em 15º lugar, mesmo tendo um polo tecnológico vigoroso, o Porto Digital.
Terceira colocada na região, a Bahia ficou na 12ª posição em trabalhadores graduados, 13º na mão de obra com pós-graduação e inserção de mestres e doutores. Puxou a nota para baixo daquele estado a infraestrutura (22º colocado), a competitividade global (23º), além do investimento e financiamento público em C&T na 18ª posição.
O Rio Grande do Norte conseguiu o quarto lugar na região com destaque em Recursos Humanos com graduação, ficando em 10º em trabalhadores com pós-graduação e 17º na inserção de mestres e doutores. Os potiguares ficaram em 15º lugar na infraestrutura de inovação e 21º nas instituições.
Quinto lugar no Nordeste, a Paraíba apresentou uma performance mais fraca com relação aos recursos humanos, ficando em 11º lugar no capital humano com graduação; 14º lugar na mão de obra com pós-graduação e 15ª posição na inserção de mestres e doutores, 20º em infraestrutura de inovação e 18º em instituições do setor.
O estudo será lançado em Brasília nesta terça-feira (19) às 15 horas em Brasília. O objetivo do levantamento é fazer um diagnóstico estratégico que orienta políticas públicas e iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial e tecnológico, ao mesmo tempo em que destaca oportunidades para aumentar a competitividade regional.
O Índice de Inovação dos Estados está estruturado em duas dimensões – Capacidades e Resultados. Ele avalia infraestrutura, investimentos em ciência e tecnologia, qualificação do capital humano, solidez institucional, produção científica, geração de propriedade intelectual, dinamismo empreendedor e sustentabilidade ambiental, se baseando em 12 indicadores.
Leia também
Evento em Maceió lançará chamada pública de R$ 10 bi para o Nordeste
Por R$ 21 mil, Terminal Pesqueiro Público de Natal é leiloado na Bolsa de Valores










