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Raquel Lyra autoriza obra do Arco Sul e promete nova BR-101 em dois anos

​Obra do Arco Sul, orçada em R$ 630 milhões, ligará Moreno a Suape enquanto o trecho Norte, crucial para a logística, será debatido por "impacto ambiental"
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Raquel Lyra assinatura início das obras do Arco Sul Metropolitano
A assinatura da Ordem de Serviço do Arco Sul inicia o cumprimento da promessa de aliviar o tráfego da Região Metropolitana do Recife (RMR), além de promover o escoamento da produção industrial Foto: Edward Pena/ME

Em evento realizado na cidade de Moreno, a governadora Raquel Lyra assinou, nesta sexta-feira (12), a Ordem de Serviço (OS) que autoriza o início das obras do Segmento 2 do Lote 2 do Arco Viário Metropolitano (AVM). A obra é aguardada há mais de dez anos e foi prometida pelo então governador Eduardo Campos em negociação para implantação da montadora Jeep – hoje Stellantis – em Goiana. O Arco Sul, que ligará o entroncamento da BR-232, em Moreno, à BR-101, no Cabo de Santo Agostinho (chegando a Suape), tem pouco mais de 25 km e representa um investimento de mais de R$ 632 milhões custeado integralmente pelo Governo de Pernambuco.

No evento, repleto de aliados, a gestora celebrou o lançamento de um projeto “clamado há muito tempo” e garantiu que o prazo de execução para esta etapa é de dois anos. A principal promessa é aliviar o tráfego da Região Metropolitana do Recife (RMR), além de promover o escoamento da produção industrial.

“Essa obra é um investimento de mais de R$ 630 milhões pagos com recursos do governo do estado. É uma obra que tem um prazo de duração de dois anos e é claro que ela ajuda Pernambuco a crescer, que ela garante à população do nosso Estado o direito de ir e vir,” afirmou Lyra.

Ela destacou a criação de vias alternativas para que a população possa transitar “com mais tranquilidade, garantindo mais tempo em casa, com suas famílias”.

Arco Sul e a estratégia de faseamento

Para garantir que o AVM pudesse “sair do papel”, o governo adotou a estratégia de fasear o projeto. O Lote 2 (Sul) inicia as obras imediatamente, com duas frentes de trabalho (Moreno e Cabo de Santo Agostinho), visando maior rapidez na entrega.

A segunda etapa, que ligará a BR-408 à BR-232, já está com o projeto pronto, dependendo apenas de ajustes finais junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Segundo a governadora, o lançamento do edital desse segundo trecho, financiado com recursos do Governo Federal, será realizado “muito em breve,” com expectativa de que ocorra já em janeiro.

O desafio da porção Norte

A parte mais complexa e crucial para a interligação total do estado, o trecho norte (Goiana até Suape), que atravessaria a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, foi deixado por último. A gestora reconheceu que o trecho norte é o “grande desafio do arco, pela questão do impacto ambiental”.

Por isso, a decisão foi focar nos dois primeiros trechos que “já nos garantem um grande ganho de eficiência no transporte”. A prioridade agora é enfrentar a discussão sobre o traçado, que ainda não está definido, e os impactos ambientais.

“A gente decidiu deixar esse por último porque é o trecho mais difícil. A definição sobre qual é o traçado, se são 30, 40 quilômetros a mais ou a menos, por onde vamos caminhar,” explicou a governadora, justificando o faseamento como solução. “Quando o problema é complexo, a gente parte ele. E foi isso que a gente fez com o projeto do Arco Metropolitano.”

Impacto econômico e social

A conclusão do Arco Metropolitano Sul permitirá o que será, na prática, uma “nova BR-101,” prometendo mais competitividade e eficiência para a produção industrial. A obra deve gerar, em média, 500 novos empregos de maneira direta, com prioridade absoluta aos pernambucanos.

Raquel Lyra ressaltou que a assinatura integra um pacote maior de investimentos. O Governo de Pernambuco finalizará o ano de 2025 com mais de R$ 5 bilhões de investimento na administração direta, movimentando a economia com obras que alavancam outras.

Além disso, a governadora mencionou o impacto social, destacando o ganho de qualidade de vida para quem utiliza o Arco diariamente. “Esse é o impacto que a gente não vai ter elementos para medir, mas que vai permitir que o nosso povo possa ser mais feliz aqui na Região Metropolitana do Recife”, disse.

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