
Enquanto uma parte do Lote 2 (Sul), que compreende 25,32 quilômetros entre a BR-408 e a BR-101 Sul, já está com execução contratada, o Lote 1 (Norte) do Arco Viário Metropolitano da Região Metropolitana do Recife (RMR), que cobre o trecho entre a BR-101 Norte e a BR-408, com aproximadamente 50 quilômetros, seguirá em estudos preliminares até 2027. A nova prorrogação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (13). O terceiro termo aditivo, firmado pela Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura, estende por mais 720 dias a vigência contratual do Consórcio Metropolitano – Beck de Souza Engeplus, com novo prazo final estabelecido para 23 de fevereiro de 2027.
O Arco Metropolitano foi concebido como uma rota de contorno para a RMR, com o objetivo de desafogar o tráfego da BR-101 urbana e oferecer uma alternativa de escoamento para cargas pesadas oriundas de polos industriais. Além de integrar corredores logísticos entre o Agreste, a Zona da Mata e o Litoral Sul, a proposta da obra esteve vinculada desde o início à implantação da fábrica da Stellantis, em Goiana.
A construção do Arco foi uma das promessas logísticas feitas pelo governo estadual para garantir a instalação do empreendimento automotivo no Norte da região, e a expectativa era que o trecho Norte viabilizasse a ligação direta entre o polo automotivo e o Porto de Suape, ampliando a competitividade industrial de Pernambuco.
Obras do Lote 2 do Arco Metropolitano devem começar até o fim de 2025
A primeira etapa da obra, prevista para iniciar até o fim de 2025, será implantada no chamado trecho Sul — considerado o mais simples do ponto de vista técnico, por já contar com traçado consolidado e sem interferência ambiental. O Lote 2 será executado em dois subtrechos: o primeiro, sob responsabilidade do Governo de Pernambuco, conecta a BR-232, em Moreno, à BR-101 Sul, no Cabo de Santo Agostinho, com 25,32 quilômetros de extensão. O segundo, de responsabilidade federal, com 20 quilômetros entre a BR-408 e a BR-232, será executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A execução do trecho estadual foi viabilizada com a aprovação, pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão destinado a obras de infraestrutura. R$ 700 milhões serão utilizados no Arco Metropolitano — além de outros projetos, como a duplicação da BR-232 até o Sertão. Os R$ 500 milhões restantes, vinculados ao DNIT, serão aplicados no trecho federal do Arco Sul. As desapropriações já foram iniciadas e, segundo o governo estadual, a liberação das áreas deve ocorrer até o fim de 2025.
Contrato foi assinado com segundo consórcio da concorrência
O consórcio contratado para execução do subtrecho estadual é formado pelas empresas Dois A Engenharia e Tecnologia, Azevedo & Travassos Infraestrutura e KPE Engenharia, tendo a Azevedo & Travassos como empresa líder. O valor do contrato é de R$ 631,9 milhões. O grupo assumiu o projeto após a desclassificação da empresa TCPAV, inicialmente vencedora da licitação, por irregularidades na documentação.
Enquanto isso, o trecho Norte — ou Lote 1 — permanece em fase de estudos e sem traçado definitivo. A indefinição se deve ao fato de que o segmento atravessa a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, o que exige licenciamento ambiental específico e pode demandar soluções complexas de engenharia, como túneis, elevados ou redirecionamento do traçado.
Em 2021, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) suspendeu tentativa anterior de licitação pela ausência de licença ambiental prévia. O contrato atual, prorrogado até 2027, mantém o consórcio de engenharia responsável por estudos de viabilidade técnica e ambiental, ainda sem previsão para publicação de edital de obra.
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