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Adutora do Agreste: Novo PAC libera R$ 448,5 mi para 12 mil empregos no RN

A obra da Adutora do Agreste Potiguar terá 171 quilômetros de extensão e atenderá 38 municípios do semiárido do Rio Grande do Norte, beneficiando cerca de 500 mil pessoas
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adutora do Agreste Potiguar
Obra da Adutora do Agreste Potiguar tem como objetivo reforçar e ampliar o abastecimento de água em 38 cidades. Foto: Foto: MIDR/Divulgação

A construção da Adutora do Agreste Potiguar foi autorizada nesta quinta-feira (6) com investimento de R$ 448,5 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O projeto prevê 171 quilômetros de extensão, com atendimento a 38 municípios do semiárido do Rio Grande do Norte, onde vivem cerca de 500 mil pessoas.

A captação de água será feita no Rio Guaju, na divisa com a Paraíba. A estrutura aliviará a pressão sobre a Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, atualmente principal fonte de abastecimento da região, e ampliará a cobertura hídrica de forma permanente. O início oficial da obra foi marcado por uma cerimônia no Auditório da Governadoria, em Natal, com a assinatura da ordem de serviço para o início do lote 5, que abrange um trecho de 27 quilômetros entre Nova Cruz e Passa e Fica.

Durante o evento, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou: “Estamos vivendo e retomando o maior investimento da história em infraestrutura hídrica do Brasil. Não só do Nordeste, mas em todo o país.” A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, declarou: “Hoje é um dia muito importante para a vida do povo potiguar. Estamos dando mais um passo fundamental para garantir a segurança hídrica da nossa população. O sistema adutor do Agreste é uma obra grandiosa. Agora, não é mais um sonho, é uma realidade.”

Geração de emprego e estímulo à produção local

A execução do projeto deve gerar aproximadamente 12 mil empregos diretos e indiretos. A expectativa é de que o aumento na oferta de água contribua para a expansão das atividades agropecuárias e do setor de serviços, reduzindo a dependência de soluções emergenciais, como carros-pipa.

Além do abastecimento residencial, a nova infraestrutura deve favorecer a produção em áreas rurais e permitir maior estabilidade hídrica para escolas, hospitais e pequenos empreendimentos, especialmente em períodos de estiagem prolongada.

Execução no estado e no semiárido

No Rio Grande do Norte, o Novo PAC prevê R$ 29,5 bilhões em investimentos até 2026, com R$ 22,1 bilhões (74,8%) já executados até abril de 2025. Entre 2019 e 2025, o estado aplicou R$ 1,3 bilhão em projetos de segurança hídrica — o maior volume da história local nesse setor.

Em escala regional, projetos similares têm como meta ampliar o acesso à água no semiárido nordestino, reduzindo a vulnerabilidade climática e fortalecendo economias locais. A expectativa é de que os novos sistemas adutores proporcionem abastecimento estável para uso doméstico e produtivo.

Impacto da Adutora do Agreste Potiguar

Estudos de impacto ambiental apontam a necessidade de monitoramento contínuo da captação no Rio Guaju e da ocupação em áreas próximas à adutora. O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a realização de consultas a comunidades tradicionais possivelmente afetadas ao longo do traçado e a ampliação dos estudos ambientais.

A implantação deve observar medidas de mitigação ambiental e de preservação de mananciais, com foco em sustentabilidade e uso racional dos recursos hídricos.

Leia mais: Lula lança em Belém fundo para preservação de florestas tropicais

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