
O Governo de Pernambuco suspendeu temporariamente as inscrições do Concurso Público Unificado (CPU-PE) para adequar o edital às novas diretrizes de inclusão social. A decisão ocorre pouco mais de 24 depois de lançado o certame, que, em sua versão inicial, não previa reserva de vagas para candidatos pretos ou pardos, indígenas e quilombolas.
Segundo o Governo, será encaminhado à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um projeto de lei que amplia a política de cotas raciais e sociais no serviço público estadual. Pela proposta, 25% das vagas serão destinadas a pessoas pretas ou pardas, 3% a indígenas e 2% a quilombolas. Para concorrer às vagas reservadas, os candidatos deverão se autodeclarar pertencentes a um desses grupos no momento da inscrição.
Para a secretária de Administração, Ana Maraíza, a atualização da lei e do concurso representa um avanço na política de igualdade de oportunidades. “O objetivo é que o PL incremente a inserção de pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas no Poder Executivo Estadual em uma ação que contribuirá para tornar a administração pública mais eficiente e fortalecida”, afirmou.
Governo faz ajustes no edital
Com a suspensão, o edital passará por ajustes para garantir conformidade com os princípios da isonomia e da inclusão social. A Secretaria de Administração informou que nenhum candidato será prejudicado, e que as inscrições e provas terão novas datas divulgadas após a adequação do certame.
A iniciativa faz parte da efetivação das políticas de promoção da igualdade racial, consideradas prioridade pelo Governo do Estado para fortalecer a diversidade e a representatividade no serviço público pernambucano.
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