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Estudo aponta R$ 4,76 bi em ganhos para PE com Transnordestina: TCU julga dia 15

Estudo da Sudene e Fiepe aponta retorno econômico de 15,53%, geração de empregos e movimentação de cargas no trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina. TCU julga dia 15 a suspensão de recursos federais para o trecho pernambucano
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  1. TCU julga suspensão de recursos federais para ferrovia Transnordestina na próxima quarta-feira.
  2. Estudo da Sudene e Fiepe aponta ganho social de R$ 4,76 bilhões com conclusão do trecho.
  3. Taxa de retorno econômico estimada em 15,53% para o empreendimento ferroviário.
  4. Trecho Salgueiro-Suape pode movimentar entre 18 e 24 milhões de toneladas anuais.
  5. Ferrovia integra interior nordestino ao Porto de Suape, reduzindo custos logísticos regionais.
O presidente da Fiepe, Bruno Veloso, e o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, no lançamento de um estudo sobre a ferrovia Salgueiro-Suape. Foto: Sudene

O Tribunal de Contas da União (TCU) deve julgar, na próxima quarta-feira (15) o processo que pediu a suspensão da liberação de recursos federais para as obras do trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina. A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) apresentaram nesta terça-feira (7) um estudo estimando que a conclusão deste trecho pode gerar um ganho social de R$ 4,76 bilhões, que é o Valor Social Presente Líquido (VPSL). O levantamento também aponta que o empreendimento pode ter uma taxa de retorno econômico de 15,53%. Os dados foram divulgados à sociedade civil organizada na sede da Fiepe na presença de empresários e políticos.

Segundo o Superintende da Sudene, Francisco Alexandre, o estudo mostra a viabilidade econômica deste trecho da ferrovia e a expectativa é de que as informações complementem e atualizem o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômico e Ambiental (EVTEA) já existente no Tribunal que foi realizado, há muitos anos, pela consultoria McKinsey, que apontou a falta de viabilidade econômica para o trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina.

O posicionamento do TCU foi dado com base no estudo da McKinsey e pedia que fosse concluído um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) do empreendimento.

O estudo da Fiepe/Sudene foi elaborado para subsidiar a manifestação técnica da autarquia perante o Tribunal de Contas da União (TCU), em atendimento ao Acórdão nº 1.217/2026, fornecendo informações sobre a viabilidade econômica e financeira do trecho Salgueiro-Suape.

A decisão do TCU impediu a contratação da empresa que ganhou a licitação para retomar as obras do trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina numa licitação realizada pela Infra S.A., que foi homologada em maio último, e previa a implantação da infraestrutura em 73 km entre Custódia e Arcoverde. Dias depois, o TCU fez a recomendação e o governo federal preferiu não confrontar a decisão do tribunal. A retomada das obras será feita com recursos federais.

Estudo sobre a Transnordestina em Pernambuco foi elaborado para subsidiar tecnicamente a manifestação da Sudene junto ao TCU - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Estudo sobre a Transnordestina em Pernambuco foi elaborado para subsidiar tecnicamente a manifestação da Sudene junto ao TCU – Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Mais detalhes do estudo sobre a Transnordestina em Pernambuco

O levantamento mostra que o trecho Salgueiro-Suape terá cargas intrarregionais, podendo chegar a movimentar entre 18 milhões e 24 milhões de toneladas por ano. Além das exportações de minério e grãos, a análise passou a considerar o mercado consumidor do Nordeste, incluindo cargas como gesso, combustíveis e contêineres. Segundo o estudo, a conclusão do trecho Salgueiro-Suape fortalece a logística regional ao integrar o interior do Nordeste ao Porto de Suape, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade de cadeias produtivas.

Na área de empregos, os estudos utilizados pela Sudene estimam a criação de cerca de 13 mil postos de trabalho diretos durante a implantação da ferrovia. Na fase de operação, a estimativa é de aproximadamente 9,6 mil empregos permanentes na operação ferroviária, nos terminais de carga e nas atividades econômicas induzidas pelo empreendimento. O levantamento também projeta uma injeção anual de R$ 416 milhões na massa salarial em Pernambuco em razão da expansão da atividade econômica e da geração de empregos.

Os estudos indicam ainda que os municípios da área de influência dos terminais de Salgueiro e Suape respondem por mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) e do Valor Adicionado Bruto (VAB) do Nordeste, contando inclusive raio de 300 km a partir da cidade de Ipojuca. Na fase de operação, o incremento anual esperado é de cerca de R$ 910 milhões por causa do empreendimento.

O trecho Salgueiro-Suape é fundamental para o desenvolvimento de uma logística eficiente em Pernambuco e estados vizinhos, trazendo impacto econômico para várias cadeias produtivas, como o gesso, a avicultura do Agreste pernambucano, o polo de confecções, entre outros.

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