
A Casa Orange, antiga Queiroz Galvão, inicia uma nova etapa de crescimento no mercado imobiliário pernambucano apoiada em novo CEO e numa carteira de projetos que reflete a dimensão dos seus planos para os próximos anos. Atualmente, a construtora reúne 11 empreendimentos entre obras em andamento e lançamentos, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 900 milhões.
A empresa também possui um landbank avaliado em aproximadamente R$ 1,7 bilhão para o desenvolvimento de novos projetos em Pernambuco e São Paulo. A estratégia combina atuação no alto padrão, residenciais com serviços, empreendimentos compactos, loteamentos e produtos enquadrados no Minha Casa Minha Vida.
A nova fase acontece sob a liderança de Frederico Melo, que assume como CEO após um processo de transição planejado ao longo dos últimos dois anos. Com trajetória construída dentro do grupo, o executivo acumulou experiência em diferentes áreas da companhia e passa a conduzir a estratégia de crescimento e consolidação da marca.
O movimento ocorre em um momento de retomada mais visível da Casa Orange no mercado. “A empresa afirma estar em uma fase de lançamentos constantes, mas com foco em crescimento sustentável, controle de custos, escolha criteriosa de terrenos e manutenção do histórico de entrega das obras dentro do prazo e do orçamento previstos”, explica Melo.
A nova etapa também reflete uma estratégia de diversificação. Em Recife, a construtora mantém foco no alto padrão e em regiões consolidadas, mas também passou a enxergar oportunidades pontuais no segmento econômico, especialmente quando há aderência aos programas habitacionais e boa absorção de demanda.
Na Avenida Boa Viagem, endereço que concentra alguns dos projetos mais emblemáticos da história da empresa, a nova fase ganha visibilidade com o Casamar. O empreendimento simboliza o retorno da Casa Orange à orla mais valorizada do Recife e ocupará o terreno antes ocupado pelo Edifício Caravelas.
Com apenas 13 unidades residenciais, uma por andar, o Casamar reforça a atuação da construtora em nichos de alto valor agregado, em um mercado no qual localização, exclusividade e diferenciação de produto seguem como fatores relevantes de decisão.
Outro empreendimento que marca esse ciclo é o Allegro, nas Graças, primeiro projeto entregue após o reposicionamento da empresa. Totalmente comercializado, o residencial será entregue em junho de 2026, mantendo uma das marcas históricas da construtora: a previsibilidade na execução das obras.
Entre os próximos lançamentos está o Abelardo da Hora, residencial com serviços que completa o Centro Empresarial Queiroz Galvão, em Boa Viagem. O empreendimento contará com 264 unidades, entre studios, lofts e duplex, com metragens entre 23,55 m² e 66,82 m².
A empresa também amplia sua atuação no segmento econômico com o Città José Rufino, desenvolvido em parceria com a Tenório Simões. Localizado no bairro do Barro, o empreendimento terá 312 unidades enquadradas nos programas Minha Casa Minha Vida e Morar Bem. O projeto reúne apartamentos de 36 m² e 46 m², ambos com dois quartos e varanda, em uma configuração que mostra a evolução do produto habitacional voltado à renda média e baixa.
Segundo o executivo da Casa Orange, o pré-lançamento já reuniu cerca de 250 cadastros e propostas para análise de crédito. A demanda é formada principalmente por compradores jovens, muitos deles em busca do primeiro imóvel e enquadrados em faixas de renda que permitem acesso aos subsídios habitacionais.
O programa Morar Bem, do Governo de Pernambuco, foi apontado como um fator importante para viabilizar a aquisição. O benefício estadual de R$ 20 mil, somado ao subsídio do Minha Casa Minha Vida, que pode chegar a R$ 75 mil, reduz a necessidade de entrada e amplia a capacidade de compra desse público.
No caso do Città José Rufino, cerca de 40% das unidades se enquadram no Morar Bem. De acordo com a empresa, se o produto fosse composto apenas por unidades de 36 m², praticamente todo o empreendimento poderia se enquadrar no programa.
A leitura da construtora é que o Minha Casa Minha Vida passou por uma mudança de perfil. O programa continua voltado à ampliação do acesso à moradia, mas parte dos novos empreendimentos já incorpora atributos antes mais associados a imóveis de padrão superior, como lazer completo, varanda, suíte, vaga de garagem e áreas comuns mais estruturadas.
Além de Pernambuco, a Casa Orange mantém atuação em São Paulo, especialmente no interior do estado. A empresa desenvolve projetos em mercados como Atibaia e acompanha oportunidades em regiões como Campinas, com foco em condomínios verticais, loteamentos e empreendimentos ligados ao conceito de segunda moradia.
No interior paulista, a demanda vem sendo impulsionada por compradores da capital em busca de moradia de lazer, qualidade de vida e infraestrutura. Esse movimento reforça a atenção da construtora a cidades médias com boa conexão urbana, renda regional e potencial de valorização imobiliária.
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