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Fortaleza, Recife e Salvador puxam IPCA-15 regional acima da média

Reajustes de energia elétrica e alta dos alimentos explicam o desempenho das capitais nordestinas no IPCA-15 de maio, que ficou em 0,62% no Brasil
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  1. Fortaleza, Recife e Salvador lideram IPCA-15 regional com variações acima da média nacional em maio.
  2. Alimentação pressiona índice com altas em batata-inglesa, tomate e leite; impacto de 0,30 ponto percentual.
  3. Reajustes tarifários de energia elétrica em abril elevam grupo habitação nas três capitais nordestinas significativamente.
  4. Recife acumula 5,51% em 12 meses, maior índice entre regiões pesquisadas, superando média nacional.
  5. Combustíveis desaceleram com quedas em etanol, diesel e gasolina; passagem aérea avança 3,25% em maio.
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A alimentação no domicílio ficou em 1,73% no IPCA-15, com altas da batata-inglesa (26,29%), do tomate (12,97%) e do leite longa vida (6,07%). Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As capitais nordestinas registraram as maiores variações regionais do IPCA-15 de maio de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fortaleza liderou com 0,93%, seguida por Recife (0,66%) e Salvador (0,69%). No acumulado de 12 meses, o Recife registrou 5,51%, o maior índice entre todas as regiões pesquisadas e acima da média nacional de 4,64%. Fortaleza acumula 5,27% e Salvador, 4,65% no mesmo período.

O desempenho nordestino em habitação reflete reajustes tarifários de energia elétrica aplicados em abril: 5,59% em Fortaleza e 4,78% em Salvador, vigentes desde 22 de abril, e 3,86% no Recife, a partir de 29 de abril. Em maio, passou a vigorar em todo o país a bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, pressionando o grupo habitação a 1,03% e impacto de 0,15 p.p. no índice geral.

O índice geral ficou em 0,62% em maio, 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,89%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, de 4,64%, acima dos 4,37% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, o índice havia sido de 0,36%.

Grupo Alimentação e bebidas teve maior variação do IPCA-15

Dos nove grupos pesquisados, alimentação e bebidas registrou a maior variação (1,38%) e o maior impacto no índice (0,30 p.p.). A alimentação no domicílio ficou em 1,73%, com altas da batata-inglesa (26,29%), do tomate (12,97%), do leite longa vida (6,07%) e das carnes (1,98%). Pressionaram para baixo a maçã (-2,32%) e o café moído (-2,09%). A alimentação fora do domicílio variou 0,51%, abaixo dos 0,70% de abril.

Transportes fechou em -0,33%, com impacto de -0,07 p.p. Os combustíveis desaceleraram de 6,06% em abril para -1,47% em maio, com quedas no etanol (-2,73%), no óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%). O gás veicular subiu 2,12% e a passagem aérea avançou 3,25%, após recuar 14,32% em abril.

Em saúde e cuidados pessoais (1,05% e 0,14 p.p.), os resultados refletem altas dos produtos de higiene pessoal (1,60%), dos produtos farmacêuticos (1,25%) e do plano de saúde (0,50%). A variação nos farmacêuticos decorre da autorização de reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril.

Extremos regionais

Entre todos os índices regionais, Goiânia registrou a maior variação do mês (1,41%), puxada pelas altas do etanol (16,62%) e da gasolina (9,67%). O menor resultado foi em Brasília (0,33%), com queda no ônibus urbano (-3,30%) e na gasolina (-2,96%).

Os preços foram coletados entre 16 de abril e 15 de maio de 2026 e comparados com os vigentes de 18 de março a 15 de abril de 2026. O indicador abrange famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

*Com informações do IBGE

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