
A repercussão da primeira edição do Prêmio Movimento Econômico reforçou o posicionamento da iniciativa como um novo marco na agenda empresarial do estado. Realizado na última quarta-feira (18), no auditório do RioMar Trade Center, no Recife, o evento não apenas reuniu lideranças, como também gerou uma leitura convergente entre empresários e especialistas: a necessidade de reconhecer quem, na prática, sustenta o crescimento econômico regional.
Entre os participantes, a percepção predominante foi de que o prêmio surge em um momento oportuno, marcado por incertezas no cenário macroeconômico e pela necessidade de fortalecer referências positivas no ambiente de negócios. Para o economista-chefe do BNB, Rogério Sobreira, o reconhecimento dialoga diretamente com os desafios enfrentados pelo setor produtivo. “Esses empresários e empresárias realmente merecem ser premiados, pois enfrentam diariamente cenários de incerteza e alta volatilidade. São eles que ajudam a impulsionar o crescimento do país”, afirmou. Segundo ele, embora o início de 2026 apresente sinais de recuperação após um fim de ano mais lento, o ambiente ainda exigirá resiliência. “Devemos enfrentar um período de volatilidade e alguma turbulência, mas a perspectiva é de crescimento.”

A avaliação de que o prêmio vai além da celebração também foi destacada por Maria Fernanda Coelho, diretora financeira e de crédito digital para MPMEs do BNDES. Na visão dela, a iniciativa cumpre um papel estratégico ao conectar reconhecimento empresarial com políticas de desenvolvimento. “O Movimento Econômico traduz a relevância deste momento ao reconhecer empresários e empresárias que lideram iniciativas em inovação, sustentabilidade e projetos estruturantes para a região”, disse. Para ela, o evento também abre espaço para ampliar o diálogo entre instituições financeiras e setor produtivo, especialmente em um contexto de expansão do crédito e necessidade de investimentos.

Já o comentarista econômico Teco Medina chamou atenção para o efeito multiplicador do prêmio sobre o ecossistema empresarial. “Destacar os melhores exemplos — empresas e empresários — é fundamental. Isso fortalece a comunidade, impulsiona a economia local e gera benefícios para toda a sociedade”, destacou. Ao mesmo tempo, ele alertou que o reconhecimento ocorre em um ciclo que tende a ser mais desafiador, diante das incertezas políticas e econômicas que acompanham o calendário eleitoral.
Idealizado pela CEO do Movimento Econômico, Patricia Raposo, o prêmio nasce com a proposta de reconhecer trajetórias e projetos em quatro eixos estratégicos — Empresário do Ano, Inovação, Sustentabilidade Ambiental e Impacto Social — e, já em sua estreia, foi percebido como uma iniciativa com potencial de continuidade. A leitura entre lideranças presentes é de que o evento tende a se consolidar como espaço permanente de valorização do setor produtivo.

Essa percepção foi reforçada pelo presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro, que destacou o caráter estruturante da premiação. Segundo ele, a iniciativa “faz justiça de forma criteriosa” e deve se incorporar à agenda econômica de Pernambuco. A avaliação é de que o prêmio não apenas reconhece trajetórias consolidadas, mas também ajuda a projetar referências para o futuro.

Indução ao desenvolvimento econômico
Parceira da iniciativa, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) destacou o papel do prêmio como indutor de boas práticas e desenvolvimento econômico. O presidente da entidade, Bruno Veloso, ressaltou a importância do reconhecimento público. “É muito importante para Pernambuco ter um prêmio que valorize empresas e lideranças que contribuíram para o crescimento do estado. Esses exemplos servem de inspiração para que outras organizações busquem qualificação e aprimoramento”, disse.
Segundo ele, o efeito multiplicador é direto. “A partir desses bons exemplos, seja na educação ou no treinamento, conseguimos aumentar a produtividade e impulsionar o desenvolvimento econômico”, afirmou.

O presidente da Copergás, Bruno costa, disse que a iniciativa do Movimento Econômico é uma ação muito relevante para o ambiente de negócios. “O Movimento Econômico, com informações diárias e consistenes, tem dado grande contribuição à economia pernambucana”, disse.
Finalistas reforçam protagonismo empresarial
A presença de finalistas e instituições reconhecidas reforçou o caráter representativo da premiação. Para Rose Guareschi, fundaora e presidente do Grupo Julietto e uma das finalistas, o momento teve um significado especial. “O Movimento Econômico realmente promove um movimento em Pernambuco. Tenho muito orgulho de acompanhar esse trabalho ao longo dos anos. Estar entre os finalistas já é muito gratificante, especialmente na primeira edição do prêmio”, destacou.

O reconhecimento também foi celebrado por organizações com atuação consolidada no ecossistema de inovação. CEO do CESAR, Eduardo Peixoto avaliou a indicação como reflexo da missão institucional. “É um reconhecimento do trabalho que entregamos à sociedade. Somos uma instituição privada sem fins lucrativos voltada à educação e inovação, e esse tipo de premiação mostra que estamos no caminho certo, impactando pessoas, startups e empresas”, afirmou.
Ao reconhecer nomes como Diego Villar, da Moura Dubeux, o CESAR, o Porto Digital e a Tintas Iquine, a primeira edição do prêmio consolidou uma narrativa que vai além dos vencedores. A leitura predominante entre os participantes é de que o Prêmio Movimento Econômico passa a ocupar um espaço estratégico: o de dar visibilidade a experiências concretas que ajudam a moldar o futuro da economia regional.

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