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Shell Energy avalia potencial da biomassa da cana em Pernambuco

Biomassa da cana-de-açúcar é aproveitada nas próprias usinas para autogeração de energia. Foto: CEISE BR
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biomassa de cana geração de energia elétrica
O bagaço da cana é a principal fonte geradora de energia de mais de 600 empreendimentos movidos a biomassa espalhados por todo o Brasil. Foto: Getty Images

Executivos da Shell Energy participaram, nesta segunda-feira (16), de uma reunião com representantes de usinas associadas ao Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindiaçúcar-PE) para discutir o potencial do mercado estadual na oferta de biomassa da cana-de-açúcar destinada à geração de energia limpa. O encontro ocorreu na sede da entidade e reuniu produtores do setor sucroenergético e representa um primeiro movimento de articulação com investidores interessados em ampliar o papel da biomassa na matriz energética regional.

Participaram da reunião os executivos da Shell Energy Guilherme Takamine e Priscila Gasqui, que apresentaram estudos preliminares sobre a possibilidade de aquisição de biomassa excedente das usinas pernambucanas. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia de ampliar o uso de fontes renováveis e diversificar a matriz energética, em linha com o avanço das agendas globais de descarbonização.

Biomassa da cana ganha novo mercado

De acordo com o presidente do Sindiaçúcar-PE, Renato Cunha, a biomassa da cana, tradicionalmente utilizada na produção de etanol e também na cogeração de energia dentro das próprias usinas, começa a ganhar novas perspectivas de mercado. “A biomassa está passando a ser muito valorizada para novos usos. Precisamos saber aproveitar essas novas oportunidades”, afirmou.

Segundo ele, o setor ainda possui um volume relativamente pequeno de excedente disponível, mas o interesse de grandes players do mercado energético abre uma nova frente de negócios para as usinas do estado. “Hoje o excedente da cana é pequeno, mas é uma porta que se abre para o mercado”, acrescentou.

Cunha destacou que o Sindiaçúcar-PE desenvolve estudos técnicos, em parceria com consultores, para ampliar a possibilidade de crescimento de biomassa para usinas de energia térmica e de centrais hidrelétricas existentes em usinas. Atualmente, não há um mercado estruturado para a comercialização dessa biomassa em escala, o que torna o diálogo entre a empresa e os produtores um primeiro passo para explorar esse potencial.

Shell é parceira do Regás, em Suape

Um dos fatores que reforçam o cenário de aproximação da Shell Energy com Pernambuco é a construção Terminal de Regaseificação de GNL (Regás) em Suape, liderado pela OnCorp em parceria com a Shell. O empreendimento, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, terá capacidade de regaseificar até 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e tem operação prevista para 2027.

Instalado no Cais de Múltiplos Usos de Suape, o terminal utilizará um navio do tipo FSRU (Floating Storage and Regasification Unit) para ampliar a oferta de gás natural na região, fortalecendo a infraestrutura energética do Nordeste e abrindo novas possibilidades para o mercado industrial e de geração elétrica.

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