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NE consolida expansão no mercado de eventos com recordes em 2025

​Diversificação entre turismo MICE e eventos populares impulsiona faturamento bilionário e reduz sazonalidade na região
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Seminário em Suape foi o último da série de cinco eventos do Conexão Transnordestina realizados com a participação do setor produtivo de Pernambuco. Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco
Mercado de eventos se fortaleceu no Nordeste em 2025/ Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco

​O setor de eventos do Nordeste encerra 2025 com indicadores que ratificam a região como o principal polo de crescimento para o turismo de negócios e entretenimento no Brasil. O desempenho positivo é sustentado por um modelo híbrido: enquanto estados como Pernambuco, Alagoas e Bahia se consolidam no segmento MICE (reuniões, incentivos, conferências e exibições), o Maranhão e o Piauí registram saltos expressivos de faturamento ancorados em festas populares e no fluxo de visitantes estrangeiros.

O resultado é um incremento bilionário na economia regional, com reflexos diretos na arrecadação de impostos e na geração de empregos.

No Recife, o Centro de Convenções de Pernambuco (CECON), por exemplo, finalizou o ano com 201 eventos e fluxo de 1,6 milhão de pessoas, consolidando-se como o maior equipamento do estado. Paralelamente, a Bahia fortaleceu sua posição no calendário de grandes feiras internacionais. Já na Bahia, o Centro de Convenções Salvador (CCS) projeta fechar o ano com um público de 300 mil pessoas, tendo como marco a realização da Exposibram 2025, que ocupou 50 mil m² e reuniu 30 mil profissionais da mineração, configurando-se como o maior evento em área locada da história do equipamento. O impacto econômico também é traduzido em métricas de consumo e ocupação.

No Maranhão, o faturamento apenas nos circuitos oficiais de Carnaval e São João superou a marca de R$ 1,2 bilhão, enquanto no Rio Grande do Norte, o turismo de eventos gerou um impacto socioeconômico de R$ 463,5 milhões entre janeiro e novembro. No Piauí, o setor registrou faturamento de R$ 423,7 milhões até setembro, com um crescimento de 22% na geração de empregos formais na cadeia turística em comparação a 2024.

Eventos como a Fenearte movimentam o Centro de Convenções de Pernambuco. Foto: Cristiana Dias/Divulgação
Eventos como a Fenearte movimentam o Centro de Convenções de Pernambuco. Foto: Cristiana Dias/Divulgação

​Ciclo de alta no Maranhão e Piauí

​O Maranhão registrou um ano de quebra de recordes em eventos de massa. O Carnaval de 2025 atraiu 4,5 milhões de foliões, com 95% de ocupação hoteleira e uma circulação econômica de R$ 800 milhões. Já o São João movimentou outros R$ 415 milhões entre junho e julho, período que registrou o recorde histórico de desembarques no Aeroporto de São Luís (89.657 visitantes).

De janeiro a novembro, o estado transportou mais de dois milhões de passageiros por via aérea, uma alta de 13,6% em relação ao ano anterior, impulsionada por uma agenda que incluiu desde a Expoema até festivais culturais como o Ilha do Reggae.

​No Piauí, a economia do turismo avançou 6,3% em relação a 2022, alcançando um faturamento acumulado de R$ 423,7 milhões até o terceiro trimestre de 2025. O estado gerou 2.885 novos postos de trabalho no setor apenas este ano, elevando o estoque total para mais de 16 mil empregos.

O turismo de negócios e eventos foi o motor para o aumento de 8,6% nos desembarques aéreos no segundo trimestre, enquanto o Delta do Parnaíba despontou como destino internacional, recebendo quase 2,7 mil turistas estrangeiros até setembro.


Retomada dos eventos em Natal e porto de Salvador

​O Rio Grande do Norte apresenta um viés de retomada total pós-pandemia, com crescimento de 29% no volume de eventos captados em 2024 sobre o ano anterior. Em 2025, o Natal Convention Bureau registrou 46 eventos que trouxeram 105 mil visitantes à capital. O destaque financeiro é o alto Gasto Médio Diário (GMD) do turista de eventos em Natal, calculado em R$ 883,85 pela Fecomércio RN — valor significativamente superior ao do turista de lazer — resultando em um impacto total de R$ 463,5 milhões no período.

​Na Bahia, o segundo semestre foi marcado por uma sucessão de congressos técnicos de alta densidade. Salvador recebeu desde encontros de Recursos Humanos e Ortopedia até a feira de tecnologia E-Agro, do Sebrae. Somente em novembro, cinco grandes congressos reuniram mais de 20 mil pessoas.

O encerramento do ano no Centro de Convenções Salvador foca no segmento social e médico, com o Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais e o Congresso Brasileiro do Sono em dezembro.

​Resultados dos eventos em Pernambuco, Alagoas e Sergipe

​O Cecon, em Pernambuco, sob gestão de Antônio Peçanha, focou na diversificação. O Pavilhão de Feiras foi utilizado por 95 dias e o Teatro Guararapes por 129, enquanto a área externa atraiu 280 mil pessoas em grandes shows.

Em Alagoas, a estratégia da secretária de Turismo, Bárbara Braga, para reduzir a sazonalidade resultou em 63 eventos confirmados até dezembro, com um crescimento de 88% no volume de encontros nos últimos três anos e impacto econômico direto superior a R$ 282 mil no período analisado.

​Já em Sergipe, o Centro de Convenções AM Malls, liderado por Rafaella Mamede, consolidou a reestruturação institucional do estado. Com 93 eventos e 170 mil participantes em 2025, o estado voltou ao radar de congressos nacionais de saúde e esporte.

A articulação com o Sergipe Destination já garante a confirmação de novos eventos de grande porte para 2026, sinalizando a continuidade do ciclo de expansão em todo o Eixo Leste e setentrional do Nordeste.

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