
A Log CP anunciou um investimento de R$ 742 milhões na construção de sete novos empreendimentos no Nordeste, que juntos somam mais de 332 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). As entregas estão previstas entre 2026 e 2027 e fazem parte do plano “Log 2 Milhões”, que prevê a expansão da companhia para 2 milhões de metros quadrados até 2028, com aporte total de R$ 4 bilhões em todo o país.
A iniciativa reforça a posição do Nordeste como um eixo estratégico para a empresa. A região deve receber cerca de um terço da nova área bruta locável projetada no plano, fortalecendo a presença em capitais já consolidadas e ampliando a cobertura para novos mercados. Atualmente, a empresa administra cerca de 1,5 milhão de m² de ABL, sendo que 65% da meta do Log 2 Milhões já está assegurada com projetos em andamento e terrenos disponíveis.
Expansão da Log no Nordeste
Em João Pessoa (PB), será entregue a fase 2 do condomínio já existente, que adicionará 27 mil m² até junho de 2026, com investimento de R$ 58 milhões. Em Recife (PE), estão programados dois empreendimentos: o Log Recife III, com 73,9 mil m² e aporte de R$ 181 milhões, previsto para dezembro de 2026, e a fase 2 do Log Recife II, que terá 43 mil m², investimento de R$ 104 milhões e entrega em abril de 2027.

Em Maceió (AL), o Log Maceió II contará com 43,9 mil m² e investimento de R$ 97 milhões, com entrega para dezembro de 2026. Em Fortaleza (CE), está previsto o Log Fortaleza IV, de 47,6 mil m², com investimento de R$ 102 milhões e conclusão em dezembro de 2027.
A expansão inclui também a entrada em novas capitais. Em Teresina (PI), o projeto de 48 mil m² está em fase de aprovação e terá investimento de R$ 100 milhões. Já em São Luís (MA), outro empreendimento de 43 mil m² aguarda sinal verde e deve superar os R$ 100 milhões em aportes.
Segundo Márcio Siqueira, diretor executivo de operações da Log, a estratégia está ligada ao crescimento do consumo na região.
“Agora com Teresina e São Luís estamos abrangendo o Nordeste inteiro. Quando desenhamos o plano Log 2 Milhões uma das premissas era executar um terço desse plano no Nordeste. Víamos uma demanda forte na região, somada ao ecossistema de clientes que tínhamos”, esclareceu.
O executivo acrescenta que a densidade populacional é um fator decisivo. “Nós observamos a economia local porque o nosso negócio é muito voltado para o consumo, então onde tem uma densidade populacional grande, vai ter consumo. Tendo consumo, vai precisar de galpão. Temos entregado empreendimentos com 70%, 80% de pré-alocações e continuamos sentindo o mercado puxando muitos clientes querendo área no Nordeste.”
Investimento, retorno e empregos gerados
A expectativa de retorno segue o ritmo do setor imobiliário. “O mercado imobiliário tem um ciclo mais longo de retorno nas modelagens e levamos em consideração esse ciclo. Esse ano nós já vendemos quase R$ 430 milhões em galpões e certamente vamos continuar usando a tese de desinvestimento para fundear nosso crescimento”, afirmou Siqueira.
Ele destacou ainda que a atuação da empresa vai além da construção. “Hoje temos um milhão de metros quadrados, só que administramos 2 milhões e 400 mil metros quadrados, entre imóveis da empresa, vendidos por nós e de terceiros. A property management continua sendo nossa.”
A empresa também prevê impacto direto no mercado de trabalho. “Serão 4 mil empregados após as obras e, durante as obras, em torno de 2.200 empregos”, disse o executivo.

Perspectivas além do Log 2 Milhões
Embora o plano estabeleça 2028 como marco para alcançar a meta de 2 milhões de metros quadrados, a tendência é de continuidade. “A ideia é continuar essa atuação. O Brasil tem uma avenida muito grande de expansão desse mercado, mesmo depois de 2028, data estipulada para bater a meta do Log 2 Milhões”, completou Siqueira.
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