terça-feira, 16/04/2024

Incapaz de conter as torcidas organizadas, PM recomenda portões fechados para Sport e Ceará

Comandante da PM responde à indagação do STJD e recomenda que a partida entre Sport e Ceará na Arena de Pernambuco seja de portões fechados
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PM Foto:Divulgação/PMPE

A segurança e o futebol pernambucano não estão do mesmo lado do campo em 2024. Depois de episódios de briga entre torcidas organizadas, ataque ao ônibus do Fortaleza com pedras e bombas, a Polícia Militar de Pernambuco informou Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que recomenda que a partida entre o Sport e o Ceará, na Arena de Pernambuco, válida pelas quartas de finais da Copa do Nordeste, seja realizada de portões fechados. O jogo será na próxima semana, em data ainda indefinida.

O caso é mais um capítulo da violência desfreada que ocorre dentro e fora do campo e mostra a incapacidade da Polícia Militar em conter os membros das torcidas organizadas. Diante das brigas reincidentes, a Federação Pernambucana de Futebol decidiu que as partidas do campeonato estadual no Recife seriam com torcida única. Mas nem isso impediu o confronto entre torcedores e policiais militares nas arquibancadas no primeiro jogo da final do torneio, entre Náutico e Sport.

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Resposta da PM

O ofício, assinado pelo comandante da PMPE, Ivanildo César Torres de Medeiros, admite a incapacidade do Estado de garantir “absoluta segurança” para os partícipes do jogo (torcedores e profissionais).

Respondendo à indagação do STJD, sobre a capacidade de atuar para evitar episódios de violência, o comando da PMPE afirma que a polícia de Pernambuco dará apoio “na sua esfera de responsabilidade a todos os entes envolvidos no evento, garantindo a perfeita execução do planejamento da segurança da partida”.

Acrescenta que é capaz de realizar “as escoltas das delegações, enviando assim esforços para a manutenção da tranquilidade, paz social e incolumidade dos participantes”.

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No entanto, o comandante da corporação concluiu que “a presença de público, aliada a situação política dos clubes, e à presença de torcidas organizadas mandantes e visitantes”, que não é possível fazer a garantia “absoluta” e que, por isso, recomenta o jogo de “portões fechados, sem a presença do público”.

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