Parque solar de Flores é inaugurado e serão construídas três usinas em Garanhuns

O empreendimento faz parte de uma PPP que vai fornecer energia limpa para a Compesa

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Solenidade de inauguração do Complexo Solar São Pedro e Paulo, em Flores, no Sertão do Pajeú. Foto: Miva Filho/Secom/ Governo de Pernambuco.

O Complexo Solar São Pedro e Paulo foi inaugurado ontem no município de Flores, a 341 km do Recife. O empreendimento foi implantado pela Kroma Energia e pela Elétron Energy que formaram o Consórcio Pernambuco Energia que está à frente da Parceria Público-Privada (PPP) para autoprodução de energia da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A PPP prevê também a construção de mais três parques solares que serão instalados em Garanhuns até 2026.

A PPP acontecerá em seis etapas. A inauguração da unidade de Flores foi a primeira com capacidade de 7MW a partir da instalação de 10 mil placas fotovoltaicas para geração de energia, o suficiente para alimentar 11 mil residências de médio porte.

A segunda e a terceira etapas da PPP incluem duas usinas solares no parque de Flores, com capacidade total de 60 MW. A previsão de entrega é de dezembro de 2024 para a segunda etapa; e de dezembro de 2025 para a terceira. As duas usinas receberão a instalação de 90 mil placas fotovoltaicas. A compra da energia do parque de Flores vai representar uma economia na fatura de energia da Compesa de aproximadamente R$ 2 milhões por ano.

No Agreste do Estado, o parque de Garanhuns será formado por três usinas: a Colinas I, a Colinas II e Colinas III, que devem entrar em operação em agosto de 2026. Elas terão a capacidade de 68 MW de potência instalada e vão ter mais de 100 mil placas solares fotovoltaicas instaladas para produzir energia.

Até agora, o projeto recebeu investimentos da ordem de R$ 26 milhões, embora o total a ser investido seja superior a R$ 360 milhões. Na PPP, é como se ocorresse um arrendamento do parque solar pela estatal de saneamento. “A Compesa inova no Brasil como a primeira empresa de saneamento do País a fazer uma Parceria Público Privada para garantir autogeração de energia, barateando os custos da companhia com uma grande usina de energia solar instalada aqui na cidade de Flores. Esta é só a primeira etapa, e estamos caminhando também para trabalhar com a energia mais limpa e sustentável, com diminuição dos custos, gerando mais eficiência na operação da companhia que precisa entregar água na torneira da casa da população”, afirmou a governadora Raquel Lyra (PSDB) durante a inauguração.

O presidente da Compesa, Alex Campos, afirmou que este ano a Compesa vai usar 70% da energia que consome vinda de fontes renováveis. Isso inclui a autoprodução de energia – quando quem produz é o mesmo que consome – e a compra da energia no mercado livre. Segundo ele, isso vai trazer uma economia de R$ 100 milhões por ano aos cofres da estatal, comparando com o que a empresa gastaria se tivesse comprando energia da distribuidora, que neste caso é a Neoenergia Pernambuco.

Alex explicou também que esta economia não será repassada a conta dos consumidores, porque, entre outras coisas, a estatal vai ter aumento de despesas com mais água circulando pela adutoras do Agreste, do Serro Azul e Alto Capibaribe. Cerca de 30% do orçamento da Compesa é para pagar a conta de energia. E 95% da água que a empresa distribui usam motobombas que consomem energia.

Rodrigo Mello - Foto Divulgação
CEO da Kroma Energia, Rodrigo Mello, diz que a construção do parque teve um impacto econômico na cidade de Flores

A trajetória da Kroma Energia

O parque inaugurado é o segundo empreendimento de geração da Kroma, que começou vendendo energia no mercado livre há 15 anos. “A gente sente que está deixando um legado para Flores. O nosso centro operacional será em Flores. E, com a entrada em operação, serão 18 pessoas empregadas com qualificação e renda acima da média da cidade”, comentou o CEO da Kroma Energia, Rodrigo Mello.

O primeiro empreendimento de geração da Kroma foi também um parque solar em Quixeré, na Serra do Apodi, interior do Ceará. Produzindo desde  novembro de 2018, o empreendimento cearense tem capacidade instalada de 162 MWp. 

A empresa também tem um terceiro projeto de uma usina solar fotovoltaica, o Complexo Solar Arapuá, na cidade de Jaguarana, no Ceará. Este empreendimento terá a capacidade instalada de 250 megawatt-pico (MWp) e tem a previsão de entrar em operação em outubro de 2025.

Tanto a Kroma como a Elétron surgiram como comercializadoras de energia no mercado livre e atuam também como geradoras.

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