Sindaçúcar-PE inicia uma campanha para estimular o consumo de etanol

Os produtores estão apostando no engajamento para evitar oscilações no consumo do etanol

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O deputado estadual Antonio Moraes, o consultor Plínio Nastari, o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, e o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha falam sobre as medidas que podem ser tomadas para estimular o consumo de etanol. Foto: Divulgação

Nos últimos três anos, o consumo de etanol diminuiu em pelo menos três Estados que fabricam o combustível: Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Isso levou o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) a iniciar uma campanha para estimular o consumo deste combustível verde. Com este objetivo, o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, o presidente da Consultoria Datagro, Plínio Nastari, participaram de uma audiência, nesta quinta-feira (25) no Palácio do Campo das Princesas, com o secretário estadual da Casa Civil, Túlio Vilaça, e o deputado estadual Antônio Moraes (PP).

A campanha será feita por todas as usinas filiadas ao Sindaçúcar-PE. Pernambuco tem a Lei estadual 17.026, de 13 de agosto de 2020, de autoria do deputado Antônio Moraes, para estimular o consumo de etanol. “Temos uma legislação que precisa ser dinamizada, que trata da valorização do etanol, produto fabricado em Pernambuco, que gera mais de 60 mil empregos diretos e reflete um modelo de produção sustentável”, resume Renato Cunha. Ele diz também que os produtores defendem um engajamento para continuarem empreendendo e evitar as oscilações de consumo.

O etanol produzido no Brasil é compatível com as normas que dizem respeito ao meio ambiente tanto na União Europeia como nos Estados Unidos. “O etanol funciona como um agregador de qualidade, diminuindo as emissões, melhorando a qualidade do ar, o que influi nas doenças cardio-respiratórias e até reduzindo os custos hospitalares”, comenta Renato. O etanol também não contém substâncias de origem cancerígenas.

Redução do consumo

A diminuição do consumo do etanol ocorreu por causa de mudanças feitas pelo governo federal que alteraram as regras do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e outras que incidiram sobre o produto e acabaram influenciando no preço final. O etanol concorre com a gasolina, combustível de origem fóssil, cuja a queima contribui para o aquecimento global.

Somente para o leitor ter uma ideia, em Pernambuco a participação do etanol no consumo dos combustíveis veiculares era de 40,4% em 2021, passou para 37,15% em 2022 e chegou a 34,40% de janeiro a novembro de 2023. No mesmo período, o etanol também diminuiu a participação no consumo na Paraíba e Alagoas.

“Percebemos uma boa receptividade (do governo). Conforme a lei há mecanismos que podem ser implementados para estimular o consumo do etanol”, comenta Renato. A lei estabelece que os postos deveriam colocar placas dizendo que o etanol é produzido localmente e contribui para gerar empregos também locais e também que os veículos vinculados à administração pública, poderiam ser abastecidos, preferencialmente, com o etanol.

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