Escritório Ivo Barboza faz 30 anos e lança livro com história dos tributos em PE

O escritório Ivo Barbosa bancou a pesquisa que resultou no livro que conta a história dos tributos em Pernambuco desde 1549

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Historiadores Dirceu Marroquim, George Cabral, sócio fundador Ivo Barboza e historiador Saulo Vilar. Os três historiadores são autores do livro que celebra os 30 anos do escritório Ivo Barboza. Foto: Keila Castro/Divulgação.

O escritório Ivo Barboza & Advogados Associados lança nesta terça-feira (28) o livro Uma breve história dos tributos em Pernambuco, na Academia Pernambucana de Letras às 19 horas. A publicação comemora os 30 anos do escritório fundado pelo advogado tributarista Ivo Barboza, que começou a trabalhar aos 12 anos na fábrica da Palmeiron em Arcoverde, e transformou a sua empresa numa das mais reconhecidas do País na área do direito tributário e empresarial.

Aos 75 anos, Ivo diz que não esperava que a empresa fosse ter esta longevidade toda num país em que, em média, as empresas duram cinco anos. “Tivemos clientes bons, sorte e um suporte”, resume Ivo, acrescentando que sempre investiu em modernização.

A ideia de comemorar com um livro surgiu de um grupo da empresa. “O orçamento é uma previsão de que os impostos cubram as despesas do governo, mas o povo não se liga nisso. A comunidade não participa desta discussão, alegando que é uma questão do Ministério da Fazenda. Cada um de nós está contribuindo para aquele gasto, mas falta esclarecimento da sociedade”, comenta Ivo. Com a iniciativa, ele quer incentivar a leitura, o conhecimento e mostrar que o imposto pesa no bolso de todos.

“O nosso intuito era o de oferecer à sociedade uma contribuição para o conhecimento sobre os tributos de uma forma mais ampla, e não apenas restrita ao direito. Foi por isso que decidimos convidar historiadores para escreverem sobre esse aspecto tão importante para o nosso Estado”, afirma Ivo. Depois do lançamento, o impresso será distribuído para universidades, escolas e bibliotecas do Estado de Pernambuco.

O livro é de autoria dos historiadores George Cabral, Dirceu Marroquim e Saulo Vilar, tem prefácio assinado pela economista e consultora Tânia Bacelar e texto de contracapa da jurista e escritora Margarida Cantarelli. “A análise, baseada em ampla literatura especializada, brinda o leitor com a trajetória percorrida ao longo de séculos pelo Brasil, destacando a natureza e as características
dos tributos que a sociedade paga para financiar a ação do Estado”, diz Tânia Bacelar.

O livro conta a história dos tributos em Pernambuco, começando em 1549 e indo até 2023, oferecendo um panorama da história de Pernambuco pelas taxas e impostos cobrados em cada época nas suas 250 páginas. Por exemplo, no Brasil Colônia, um terremoto em Lisboa fez os portugueses aumentarem os impostos no Estado para bancar a reconstrução da cidade. O impresso também cita a época em que o Estado foi governado por Maurício de Nassau.

Já no começo da década de 90, também é citado quando o Estado entra na guerra fiscal, dando descontos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Pernambuco era muito legalista, entrou nos incentivos fiscais depois que o Ceará já estava fazendo isso. Na época, Pernambuco recolhia mais do que o Ceará. Quando percebemos o Ceará já estava recolhendo 75% da arrecadação de Pernambuco. Descobrimos que isso era por causa dos incentivos fiscais, procuramos o secretário, o governo e aí foi criado o Funcresce na época”, lembra Ivo, que, na época trabalhava como auditor da Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz-PE).

Um dos autores da obra, o historiador e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) George Cabral explica que é um livro também traz uma dimensão da vida econômica de Pernambuco, com implicações políticas e sociais. “Os tributos tocam na vida de qualquer brasileiro. É um tema muito atual e um tema muito complexo, mas que abordamos de uma forma mais leve, mais acessível. É um
livro de história, não é um livro de direito tributário, embora a gente dialogue em vários
momentos com o direito”, comenta.

Advogado tributarista Ivo Barboza

Um pouco da história de Ivo Barboza

Quando se aposentou em 1993, Ivo decidiu abrir um escritório para atuar na área tributária. “O nosso primeiro cliente foi o empresário João Carlos Paes Mendonça. Ele indicou a Coca-Cola para ser nossa cliente e tivemos esta felicidade de mais clientes ir nos dando esta sustentação”, lembra Ivo, que conheceu João Carlos quando fazia a contabilidade da Palmeiron em Arcoverde.

A Palmeiron também tinha um chefe de escritório que despertou em Ivo o amor aos livros. “O chefe do escritório da Palmeiron, Amadeu Freire, comprava livros e a revista Readers Digest para o filho dele ler. Depois disso, ele me dava os livros e a revista”, conta Ivo.

A Palmeiron foi o primeiro emprego formal de Ivo. Antes, ele saia numa carrocinha e fazia pequenos serviços, como vender as galinhas criadas na casa da família ou carregar compras. “Minha mãe dizia, por exemplo, entre R$ 15 e R$ 20, pode vender a galinha. Eu saía na carrocinha e vendia. Até que um dia me chamaram para trabalhar como contínuo na Palmeiron e eu fui”, comenta. Na época, ele tinha 12 anos.

“Depois, a Palmeiron acabou, mas me trouxe a oportunidade de vir morar no Recife. Fui contador das coligadas do Bompreço entre 1971 e 1974. Em 1975, assumi a contabilidade geral do Grupo Bompreço. E em 1981, passei num concurso para trabalhar como auditor da Sefaz-PE”, conta. Lá, ocupou diretorias, a secretaria executiva e foi eleito o primeiro presidente do Sindifisco-PE.

Em 1993, ele se aposentou e aí fundou o escritório. Hoje, a empresa tem clientes em outros Estados do Nordeste, no Sul e no Norte, atendendo empresas de varejo, atacado, indústrias, agronegócio, extração mineral e os setores elétrico e imobiliário. Atualmente, a firma emprega 35 pessoas somente na sua sede no Bairro do Recife. E também há profissionais associados em outros Estados que trabalham com a empresa.

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