
O seminário Conexões Transnordestina – A Ferrovia que Mudará Pernambuco, uma iniciativa conjunta do portal Movimento Econômico e Sudene, acontecerá em Petrolina nesta quarta-feira (13). É o segundo de sete eventos que vão discutir a importância econômica e logística da Ferrovia Transnordestina no trecho Salgueiro-Suape e seus futuros ramais, como por exemplo o de Salgueiro-Petrolina. O primeiro seminário ocorreu em Salgueiro em 24 de julho e o próximo evento será em Araripina no dia 15 de agosto.
“A ferrovia como um todo é fundamental para o desenvolvimento da região. O impacto do Ramal Salgueiro-Petrolina seria muito positivo no transporte dos insumos, fertilizantes, defensivos. É um modal muito importante para cargas volumosas e baratas. Seriam implantadas outras culturas ao longo do caminho e novas atividades econômicas se desenvolveriam”, resume o presidente da Associação dos Produtores e Exportadores do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto.
Petrolina e mais cinco cidades – sendo duas pernambucanas e três baianas – formam um dos maiores polos de produção de frutas irrigadas do Brasil – o do submédio São Francisco -, que saem do sertão de caminhão para serem exportadas nos portos da região. Esta área também se conecta com uma parte da Bahia, grande produtora de grãos. “Este Ramal Petrolina-Salgueiro poderia levar o milho pra avicultura do Agreste de Pernambuco”, comenta Gualberto.
O empresário defende que os dois trechos principais da Transnordestina deveriam ser implementados: o de Salgueiro-Pecém (CE) e o de Salgueiro-Suape. O primeiro está em obras e o segundo está com as obras paralisadas desde 2016. A expectativa é de que a estatal Infra S.A. faça uma licitação para contratar as obras do trecho Salgueiro-Suape no segundo semestre deste ano.
Segundo o especialista em transporte e membro do comitê tecnológico permanente do CREA-PE, o engenheiro Maurício Pina, há varias cargas que viabilizam este trecho da ferrovia, como grãos, combustíveis, entre outros. “O governo federal tem a intenção de ativar a hidrovia do São Francisco, que é navegável por 1.371 km, entre Pirapora, em Minas Gerais até Petrolina”, diz Maurício, dizendo que o ramal Petrolina-Salgueiro e a hidrovia seriam complementares e movimentariam mais cargas com essa integração.
Na década de 1990, foram iniciadas as obras do trecho Petrolina-Salgueiro, que na época, fazia parte do traçado da Ferrovia Transnordestina. As obras pararam dois anos depois, quando estava na fase de terraplenagem. Em 2006, o trecho Salgueiro-Petrolina foi retirado do projeto da Transnordestina.

A Transnordestina Salgueiro-Suape e Petrolina
Os impactos da futura implantação da Transnordestina em Pernambuco serão abordados pelos seguintes debatedores: o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes; o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti; o diretor de Empreendimentos da Infra. S. A. André Luís Ludolfo; o coordenador geral de Estudos e Pesquisas, Avaliação e Tecnologia e Inovação da Sudene, José Farias; o consultor em fruticultura Júnior Silvestre; o professor da Univasf Rafael Amorim Viana; e representantes do setor produtivo, da sociedade civil organizada e esferas governamentais.
O evento ocorrerá das 9h às 13h, no auditório do CDL de Petrolina, sendo aberto ao público. As inscrições devem ser feitas pelo Sympla, clicando aqui.
Além das cidades já citadas, o seminário Conexões Transnordestina vai passar por Araripina, Belo Jardim, Caruaru, São Bento do Una e Recife. Cada seminário vai apresentar oportunidades específicas para os arranjos produtivos locais, promovendo articulação entre empresários, gestores públicos, operadores logísticos e pesquisadores.
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