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Rotatividade de CEOs atinge recorde e confirma novo ciclo na liderança global

Em 2025, 88% das nomeações globais de CEOs foram de executivos que assumem o cargo pela primeira vez
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CEO
CEO: rotatividade aumentou em 2025/Foto: Pixabay

A rotatividade de CEOs em empresas de capital aberto alcançou, em 2025, o nível mais alto desde o início da série histórica, segundo o Global CEO Turnover Index, estudo trimestral da consultoria Russell Reynolds Associates. No terceiro trimestre, 176 executivos foram nomeados e 174 deixaram seus cargos, reforçando a tendência de ciclos mais curtos e transições mais rápidas no comando das empresas.

De acordo com o levantamento, a média de permanência dos CEOs em 2025 caiu para 7,2 anos – abaixo dos 8,4 anos registrados em 2021 e 2023. Em setores de maior volatilidade, esse tempo é ainda menor: 4,9 anos. A alta rotatividade é impulsionada por conselhos mais ágeis, acionistas mais exigentes e um ambiente de negócios marcado por rápidas transformações.

“O papel do CEO nunca foi tão desafiador. As empresas estão buscando líderes com maior capacidade de adaptação e visão estratégica, prontos para executar com velocidade”, afirma Jacques Sarfatti, sócio-diretor da Russell Reynolds no Brasil.

Em paralelo, o estudo aponta um aumento de 19% nas campanhas ativistas de investidores em relação à média histórica, totalizando 191 ações apenas neste ano. Esse movimento tem acelerado processos de sucessão e aumentado o rigor na avaliação da performance da alta liderança.

Outro destaque é a crescente predominância de perfis iniciantes. Em 2025, 88% das nomeações globais de CEOs foram de executivos que assumem o cargo pela primeira vez – avanço sobre os 85% registrados em 2024. O dado revela a busca por lideranças mais abertas à inovação e à ruptura, além de refletir o desgaste emocional e o escrutínio crescente que afastam líderes experientes de um segundo mandato.

Mulheres no cargo de CEO

Apesar dessa renovação, a presença feminina segue estagnada. As mulheres representaram apenas 8% das nomeações e 7,3% das saídas no ano, mantendo os mesmos percentuais dos anos anteriores. A diversidade de gênero, portanto, ainda não acompanha a transformação dos ciclos de liderança.

O relatório analisa dados das empresas listadas nos 13 principais índices globais, incluindo S&P 500, FTSE 100, DAX 40, Hang Seng, Nikkei 225, entre outros, cobrindo um amplo espectro da liderança corporativa mundial.

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