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Conflito entre Irã e Israel eleva tensão global e pressiona preço do petróleo

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, subiu o tom da retórica e declarou que “a batalha começa”
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Agencia de Notícias da República Islâmica
Região residencial no Irá atingida por mísseis israelenses/Foto: Agência de Notícias da República Islâmica

Os ataques lançados pelo Irã na madrugada desta quarta-feira, 17 de junho de 2025, marcam uma nova e perigosa fase de escalada no conflito com Israel, que já deixou centenas de mortos e amplia o risco de uma guerra de grandes proporções no Oriente Médio. O possível envolvimento dos Estados Unidos adiciona uma camada extra de tensão geopolítica, com impactos imediatos nos mercados globais — especialmente no preço do petróleo. A situação segue extremamente volátil e é acompanhada com preocupação por governos, investidores e analistas em todo o mundo.

A ofensiva mais recente começou com uma nova série de ataques com mísseis contra Israel, intensificando o confronto que já dura cinco dias. Vídeos circulando nas redes sociais mostram o céu de Tel Aviv iluminado por mísseis e explosões, enquanto as sirenes de alerta soaram em diversas cidades, incluindo Tel Aviv e Haifa.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que interceptaram pelo menos 15 mísseis lançados pelo Irã. Além das ações defensivas, Israel respondeu com bombardeios contra alvos estratégicos iranianos, incluindo bases nucleares, instalações militares e centros de comando da Guarda Revolucionária, na tentativa de neutralizar a capacidade de ataque do país persa. Apesar das intercepções, explosões foram registradas em Tel Aviv e incêndios atingiram várias regiões, provocados pela queda de estilhaços. A população israelense foi orientada a permanecer em abrigos até novo comunicado das autoridades.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, subiu o tom da retórica e declarou que “a batalha começa” e que a “entidade terrorista sionista deve ser combatida com força”, sinalizando que não há espaço para recuos ou negociações no curto prazo.

Como começou a escalada

A atual crise teve início em 13 de junho, quando Israel deflagrou a operação chamada “Leão em Ascensão”, uma série de ataques aéreos coordenados contra as instalações nucleares do Irã, além de bases militares, centros de pesquisa e residências de líderes da Guarda Revolucionária. Fontes militares confirmaram que as ofensivas miraram inclusive infraestruturas críticas ligadas ao programa nuclear iraniano, com o objetivo de paralisar suas capacidades de enriquecimento de urânio e desenvolvimento de armas.

Os bombardeios também resultaram na morte de comandantes militares e cientistas nucleares, desencadeando uma reação imediata do Irã, que desde então tem respondido com mísseis, drones e o apoio de grupos aliados como Hezbollah e Hamas.

Até o momento, o saldo da escalada é de 248 mortos, sendo 224 no Irã e 24 em Israel, além de centenas de feridos e danos significativos à infraestrutura, especialmente em território iraniano.

Risco de envolvimento dos Estados Unidos

Embora ainda não participem diretamente das operações militares, os Estados Unidos estão em estado de alerta máximo. O presidente Donald Trump declarou que “é possível” que os EUA ingressem no conflito, mas que, por ora, a participação é apenas estratégica. Grupos de porta-aviões, submarinos e tropas foram deslocados para posições próximas ao Golfo Pérsico, enquanto famílias de diplomatas americanos começaram a ser evacuadas da região.

Trump também sinalizou interesse em dialogar com a Rússia em busca de uma solução diplomática, embora o cenário permaneça incerto e de alta tensão.

Impacto no mercado de petróleo

O conflito tem provocado forte volatilidade nos mercados globais, especialmente no setor de energia. Na terça-feira, 17 de junho, o preço do petróleo tipo Brent subiu mais de 4%, atingindo US$ 76,54 por barril, enquanto o WTI avançou para US$ 74,97.

O principal temor dos mercados é a possibilidade de bloqueio no Estreito de Ormuz, rota por onde trafegam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Embora não haja bloqueios confirmados até o momento, o risco já pressiona os preços e alimenta temores inflacionários globais.

Analistas alertam que, em caso de escalada com entrada efetiva dos Estados Unidos ou outros atores internacionais, os preços podem disparar para patamares entre US$ 120 e US$ 150 por barril, com impacto direto nos custos de combustíveis, transporte, logística e, consequentemente, na inflação mundial.

Cenário de incerteza global

O mundo segue em alerta máximo diante de um cenário de alta imprevisibilidade no Oriente Médio. A combinação de conflito militar direto, risco de expansão regional e choque nos mercados de energia compõe um quadro de instabilidade com potencial de gerar repercussões econômicas e diplomáticas em escala global.

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