
Mesmo com o minério de cobre assumindo a liderança da pauta exportadora em maio, Alagoas fechou o mês com déficit de US$ 39 milhões na balança comercial. O estado vendeu US$ 59,1 milhões ao exterior, queda de 13% em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto as importações cresceram 13% e chegaram a US$ 98,1 milhões. Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 157,3 milhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Em maio, o minério de cobre respondeu por 55,4% das exportações alagoanas, com US$ 32,7 milhões comercializados, superando o açúcar, produto que tradicionalmente puxa as vendas externas do estado. No mês, o açúcar ficou com 40,8% do total exportado, somando US$ 24,1 milhões. Em abril, Alagoas havia exportado US$ 47,7 milhões em açúcar, enquanto as vendas de minério de cobre somaram US$ 29,4 milhões.
A liderança do minério de cobre também ajuda a explicar a posição da China como principal destino das exportações alagoanas no mês. O país asiático respondeu por 55% do total exportado em maio, com US$ 32,7 milhões em compras, crescimento de 45,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Já o Canadá foi o destino de 19,4% dos produtos exportados por Alagoas no mês, totalizando US$ 11,5 milhões. Em seguida, aparecem Argélia e Marrocos, que responderam por 8,9% e 5,1% das exportações, respectivamente, além da Rússia, que foi destino de 4,3% do total exportado no período.
Além do minério de cobre e do açúcar, a pauta exportadora de Alagoas teve participação menor de produtos como tabaco bruto, responsável por 1% das vendas externas, e frutas e nozes não oleaginosas, com 0,6%.
Importações crescem e pressionam balança comercial
As importações alagoanas foram dominadas por produtos da indústria de transformação. Entre os principais itens comprados pelo estado no exterior estão produtos residuais de petróleo, que responderam por 7,4% do total importado, adubos e fertilizantes, com 4%, e alumínio, com 2,6%.
Em menor participação, aparecem pescados, com 1,8% do total importado, e produtos hortícolas, com 1,6%. Os países asiáticos foram os principais mercados de origem dos produtos comprados por Alagoas, com predominância da China, responsável por 52,5% das importações, o equivalente a US$ 51,5 milhões.
Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 8,4% do total importado, ou US$ 8,2 milhões; a Indonésia, com 4,7%, ou US$ 4,6 milhões; e a Holanda, com 3,6%, somando US$ 3,5 milhões.
Mesmo com minério, Alagoas acumula déficit de US$ 157 milhões no ano
Entre janeiro e maio de 2026, Alagoas comprou mais produtos do exterior do que vendeu para outros países. No período, as exportações somaram US$ 315,783 milhões, enquanto as importações chegaram a US$ 472,956 milhões. Com isso, o estado acumulou saldo negativo de US$ 157,172 milhões na balança comercial nos cinco primeiros meses do ano.
Março foi o melhor mês para as exportações alagoanas em 2026, com US$ 86,463 milhões, seguido por abril, com US$ 78,803 milhões. Já as importações permaneceram acima das exportações em todos os meses do período, com maior volume em março, quando alcançaram US$ 109,078 milhões, e em maio, com US$ 98,148 milhões.
O resultado mostra que, embora a pauta exportadora tenha registrado mudança importante em maio, com o minério de cobre à frente do açúcar, o comércio exterior alagoano segue marcado pelo maior peso das compras internacionais em relação às vendas externas.
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