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Piracanjuba compra laticínio em Alagoas e amplia expansão no Nordeste

Operação em Monteirópolis reforça a expansão do grupo na região e coloca Alagoas na rota de grandes investimentos da cadeia do leite
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  1. Grupo Piracanjuba adquire Laticínio Sertão em Monteirópolis, Alagoas, consolidando expansão nordestina.
  2. Laticínio fundado em 1955 produz queijos e derivados com distribuição concentrada na região Nordeste.
  3. Piracanjuba mantém marca Sertão inicialmente e incorporará gradualmente sua própria marca na produção.
  4. Operação depende de aprovação do CADE e preserva 70 postos de trabalho da indústria.
  5. Segunda aquisição nordestina reforça estratégia de posicionamento na cadeia produtiva de leite regional.
Laticínio Sertão foi adquirido pelo Grupo Piracanjuba, em Monteirópolis, Alagoas
Localizado em Monteirópolis, Laticínio Sertão foi adquirido pelo Grupo Piracanjuba e amplia presença regional e potencializa produção de leite no Sertão alagoano. Foto: Ascom Piracanjuba

O Grupo Piracanjuba confirmou, nesta terça-feira (19), que adquiriu o Laticínio Sertão, que fica no município de Monteirópolis, em Alagoas. A operação reforça o plano de crescimento da companhia no Nordeste, região considerada estratégica para a ampliação da atuação nacional, além de posicionar o grupo na cadeia de produção de queijos. O valor da transação não foi divulgado.

 O Laticínio Sertão é especializado na produção de queijos e foi fundado em 1955 e possui uma área total de 70 hectares.  Entre os itens fabricados estão queijo coalho, muçarela, prato, provolone, ricota, cheddar, requeijão e manteiga, com distribuição concentrada no Nordeste.

Segundo informou a Piracanjuba ao Movimento Econômico, o contrato prevê a transferência integral do controle da indústria para o grupo e neste primeiro momento, a produção seguirá com a marca Laticínio Sertão e, gradualmente, passará a incorporar a marca Piracanjuba.

 A conclusão da transação está condicionada à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Até a decisão definitiva do órgão, o Laticínio Sertão e o Grupo Piracanjuba seguirão operando de forma autônoma e independente.

 O presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, disse que eles pretendem manter todos os atuais postos de trabalho do laticínio, um total de 70 colaboradores e que serão realizadas visitas aos produtores de leite que abastecem a unidade em “momento oportuno”.

“Nosso objetivo é que essa transição aconteça de forma harmoniosa para colaboradores, produtores, fornecedores e para a comunidade local. Queremos construir relações duradouras, valorizando a história da empresa e o potencial da região”, afirmou Lorenzo.

Piracanjuba
Piracanjuba adquire indústria sergipana e instala primeira fábrica no Nordeste Foto: Ascom/Piracanjuba

Piracanjuba mira expansão no Nordeste

Em maio de 2025 o Grupo Piracanjuba iniciou sua expansão pelo Nordeste com a aquisição da Santa Bárbara Indústria e Comércio de Bens e Laticínios Ltda (Natulact), empresa com mais de 30 anos de atuação no setor de queijos e derivados, localizada no município de Nossa Senhora da Glória, em Sergipe. 

A empresa foi a primeira adquirida na região. Atualmente, Sergipe é um dos maiores produtores de leite. Segundo dados de um estudo do Banco do Nordeste, o estado liderou o crescimento da produção de leite no Nordeste no primeiro trimestre de 2024, com alta de 22,6% em relação ao mesmo período de 2023. A produção passou de 107,8 mil para 132,2 mil litros.

Com a aquisição do Laticínio Sertão, em Alagoas, o Grupo Piracanjuba avança no projeto de expansão pelo Nordeste, fortalecendo a cadeia produtiva de leite. Monteirópolis está inserido na Bacia Leiteira de Alagoas, região que concentra indústrias e a maior parte da produção de leite do estado.

 Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no primeiro trimestre de 2025, a produção leiteira alagoana atingiu 35,9 milhões de litros, um crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2024 e 3,6% acima do recorde anterior, registrado no último trimestre do ano anterior.

“A expansão no Nordeste representa um avanço importante para a competitividade logística da empresa e já iniciamos estudos para futuros investimentos na ampliação da planta. A expectativa é expandir gradualmente, tanto a produção quanto o mix de produtos fabricados na unidade”, afirmou o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo.

Natville Batalha Alagoas
Natville está investindo R$ 500 milhões em nova unidade em Alagoas, no município de Batalha. Foto: Thiago Sampaio/Agência Alagoas

Leite atrai grandes empresas para o sertão alagoano

A Bacia Leiteira de Alagoas tem atraído grandes investimentos nos últimos anos, o que certamente irá impulsionar a produção de laticínios e derivados e deverá dar maior destaque ao estado no ranking regional de produção.

Além da Piracanjuba, outras empresas do segmento já anunciaram investimentos. A Natville está construino uma nova fábrica no município de Batalha, Sertão do estado, com previsão de beneficiar aproximadamente 300 mil litros de leite por dia, além de projetar um faturamento anual de R$ 1 bilhão.

Nesta nova unidade, a Natville está investindo R$ 500 milhões e pretende gerar 500 empregos diretos e 5 mil indiretos, e atenderá centenas de pequenos produtores de todo o Sertão. O governo do estado concedeu R$ 200 milhões em incentivos fiscais para esta nova fábrica.

A outra unidade do grupo funciona em União dos Palmares e foi inaugurada em 2021 e processa 150 mil litros de leite por dia.

CPLA leite alagoas
CPLA em Alagoas foi adquirida no fim de dezembro de 2025 pelo grupo composto pelas empresas Betânia, Camponesa e Embaré. Foto: Divulgação

Em dezembro de 2025, as empresas Betânia, Camponesa e Embaré anunciaram um a parceria para gerir a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), que tem sede administrativa em Maceió e unidade de beneficiamento em Batalha. O grupo vai investir cerca de R$ 40 milhões na unidade para impulsionar a produção.

A previsão inicial é que a parceria entre as empresas na gestão da CPLA garanta a aquisição de 300 mil litros de leite.

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