
Uma comitiva do governo do México esteve em Alagoas para conhecer ações desenvolvidas na área de biocombustíveis, com foco na produção de etanol. A agenda contou com visita técnica à Usina Caeté, localizada em São Miguel dos Campos, e faz parte de um acordo de cooperação internacional celebrado entre Brasil e México voltado ao fortalecimento de políticas públicas e troca de conhecimento.
A visita aconteceu no final de fevereiro e contou com a presença de três representantes do governo do México, vinculados à área de planejamento e estratégia energética, além do acompanhamento da diretora do Ministério de Minas e Energia do Brasil, Bárbara Rocha Bressan. Paralelamente, outras delegações cumprem agendas técnicas nos estados de São Paulo e Mato Grosso, conhecendo diferentes modelos industriais e agrícolas do setor.
Na visita à usina alagoana, a comitiva conheceu todo o ecossistema produtivo da unidade, incluindo áreas administrativas, setor agrícola, destilaria, parque industrial e projetos de automação. Foram apresentados dados de rendimento agrícola e industrial, eficiência operacional e indicadores de sustentabilidade.
Atualmente, o Brasil possui reconhecimento internacional na consolidação de um ecossistema produtivo eficiente, sustentável e tecnologicamente avançado na cadeia sucroenergética. Nesse contexto, o México busca referências para estruturar e expandir sua própria matriz renovável, com ênfase na descarbonização, na segurança energética e na transição para fontes limpas.

Biocombustíveis produzidos em Alagoas podem virar modelo no México
A Usina Caeté, que possui unidades industriais em Alagoas e no estado de São Paulo, é considerada um dos principais grupos do setor no Nordeste, com forte atuação na produção de açúcar, etanol e bioenergia. A empresa vem ampliando investimentos em modernização industrial e eficiência energética, consolidando-se como case de sucesso na integração entre produção agrícola e transformação industrial.
O Sindicato da Indústria do Açúcar e Etanol em Alagoas (Sindaçúcar/AL) analisou que a visita técnica reforça a expertise do setor sucroenergético alagoano. “O setor canavieiro de Alagoas reúne tradição, capacidade técnica e constante inovação. As usinas investem em pesquisa, em novas variedades, em eficiência industrial e em automação, consolidando um modelo produtivo sustentável e competitivo. Receber uma missão internacional interessada nesse know-how é o reconhecimento da maturidade do nosso ecossistema sucroenergético”, destacou o diretor de Assuntos Agrícolas e Técnicos do Sindaçúcar-AL, Cândido Carnaúba.
A diretora do Ministério de Minas e Energia, Bárbara Rocha Bressan, ressaltou que a agenda integra um esforço de cooperação estratégica entre os dois países.
“O Brasil é referência mundial em política pública e tecnologia na área de biocombustíveis. Poder contribuir para que outros países avancem na descarbonização de suas matrizes energéticas, a partir da experiência brasileira, é motivo de grande satisfação. Essa cooperação fortalece não apenas a segurança energética do México, mas também o protagonismo do Brasil na agenda global de transição energética”, disse.
Representando o governo do México, Belém Patrícia, diretora de Planificação e Estratégia Energética e subsecretária da Sener, avaliou positivamente a visita técnica.
“Conhecer de perto o modelo brasileiro é uma experiência extremamente enriquecedora. O intercâmbio de conhecimento técnico e institucional é essencial para que possamos avançar na construção de um ecossistema de biocombustíveis no México, promovendo sustentabilidade, segurança energética e desenvolvimento econômico”, pontuou.
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