
Alagoas foi o quarto estado que mais exportou minério de cobre no país no ano de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O estado encerrou o ano com queda de 8,9% nas exportações e alta de 29% nas importações. Açúcar e o minério de cobre foram os principais produtos que movimentaram a balança comercial.
Segundo o balanço divulgado pelo Ministério, as exportações alagoanas entre janeiro e dezembro somaram US$ 821,8 milhões. Somente em dezembro, o estado vendeu para outros países US$112,3 milhões. O resultado é menor que o obtido em dezembro de 2024, uma variação negativa de 12,3%.
Apesar de números em queda, Alagoas conseguiu ficar bem posicionado na comparação com outros estados nas exportações de minério de cobre, alcançando a quarta colocação. O estado ficou atrás do Pará, que exportou US$ 3,8 bilhões, de Goiás (US$ 504,1 milhões) e da Bahia (US$ 303,6 milhões). De janeiro a dezembro, Alagoas exportou US$ 225,5 milhões em minério de cobre, respondendo por 4,5% da participação nacional.
O produto foi responsável por 27,4% do total vendido para outros países em 2025. No mês de dezembro, os dados apontam que 48,1% do total exportado foi do minério, representando US$ 54,1 milhões. Já açúcares e melaço responderam por 50,6% das vendas internacionais em dezembro e de 69,5% do ano de 2025, totalizando US$ 571,4 milhões.
Já as importações totalizaram US$ 1,1 bilhão, um aumento de 29,5% em comparação ao total importado no ano de 2024. Entre os vários produtos importados, os destaques foram para adubos ou fertilizantes, que totalizaram 5,4%, produtos residuais de petróleo, suprimentos de escritório, entre outros itens da indústria de transformação. Entre alimentos, o estado comprou pescados e produtos de hortifruti.
Alagoas amplia exportações para a Ásia
Países da Ásia tiveram a maior participação como compradores dos produtos de Alagoas em 2025. O destaque vai para Singapura e China, que concentraram 14,5% e 10,1%, respectivamente, das exportações. Canadá foi responsável por 18,8% e Argélia foi o destino de 10,8% dos produtos alagoanos.
No mês de dezembro, Singapura concentrou 48,1% das exportações, seguido da Argélia, que foi destino de 12,7% dos produtos, e da Mauritânia, que concentrou 10,1% das exportações no último mês de 2025.

Em um ano marcado pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, Alagoas conseguiu abrir espaço para diversificar os países parceiros e não depender tanto das vendas para o país norte-americano.
Os Estados Unidos foram destino de 8,2% das exportações alagoanas dominadas pelo açúcar. As vendas caíram 15,1% em comparação a 2024, totalizando US$ 67,3 milhões.
Exportações brasileiras batem recorde histórico
O Brasil somou US$ 348,7 bilhões em exportações, aumentando em 3,5% o total registrado no ano de 2024. As exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, influenciadas pelo aumento de 6% em volume, alcançando o montante recorde de US$ 189 bilhões.
Destacam‑se, neste setor, os recordes nas exportações de carne bovina (US$ 16,6 bi), carne suína (US$ 3,4 bi), alumina (US$ 3,4 bi), veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bi), caminhões (US$ 1,8 bi), café torrado (US$ 1,2 bi), máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bi), máquinas e ferramentas mecânicas (US$ 729 mi), produtos de perfumaria (US$ 721 mi), cacau em pó (US$ 598 mi), instrumentos e aparelhos de medição (US$ 593 mi) e defensivos agrícolas (US$ 495 mi).
Já a indústria extrativa registrou aumento de 8% no volume exportado. Minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas) bateram recordes de embarque. Os bens agropecuários cresceram 3,4% em volume e 7,1% em valor. O café verde atingiu valor recorde (US$ 14,9 bi), enquanto a soja registrou volume recorde (108 milhões de toneladas), assim como o algodão em bruto (3 milhões de toneladas).
Em relação aos destinos, a exportação para a China cresceu 6% e atingiu US$ 100 bilhões, impulsionada por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro‑gusa. Para a União Europeia, o crescimento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de cobre, milho e aeronaves. Para a Argentina, as exportações cresceram 31,4%, impulsionadas pelo setor automotivo.
Para os Estados Unidos, houve queda de 6,6% no ano, concentrada entre agosto e dezembro, como resultado do tarifaço imposto pelo governo norte-americano a parte dos produtos brasileiros. A maior redução ocorreu em outubro (–35,4%). Em dezembro, porém, houve melhora, com queda de apenas 7,2% e embarques acima de US$ 3 bilhões (US$ 3,4 bi).
“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos. O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”, afirma o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.
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