
Considerado um dos símbolos do cardápio natalino, o panetone vai movimentar mais de R$ 10 milhões somente na indústria alagoana este ano. A produção do pão com frutas cristalizadas também aquece as vendas em padarias do estado e de pequenos empreendedores.
A movimentação mais significativa este ano é decorrente do anúncio da Bauducco de investir R$ 10 milhões para ampliar sua linha de produção de mini panetones e mini chocotones em sua unidade industrial localizada no município de Rio Largo, região Metropolitana de Maceió.
O anúncio foi feito em outubro e garantiu que fossem ampliados os postos de trabalho na unidade, saltando de 160 para 230 a fim de atender a alta produção de panetones durante o fim de ano. A fábrica da Bauducco em Alagoas é a única no Nordeste e amplia a presença dos produtos sazonais da marca em toda a região.
Além dos produtos sazonais, a unidade da Bauducco em Alagoas já contava com três linhas de produção de wafers e, com a nova etapa, consolida ainda mais sua relevância para o setor.
Padarias e empreendedores aumentam produção de panetones
A alta demanda por panetones também acontece em padarias e incentiva que pequenos empreendedores busquem capacitação para conseguir uma renda extra no fim de ano.
Em algumas padarias, como é o caso da Panettuti, que fica em Maceió, o panetone é um produto vendido durante todo o ano, mas que tem aumento natural da procura durante o mês de dezembro. Segundo o proprietário da panificadora, Leonildo Rufino, as pessoas optam por comprar os panetones de fabricação caseira para compor cestas natalinas ou presentear familiares.
“Nós fazemos panetone o ano todo, pois muitos clientes pedem. Agora no final do ano, aumenta a procura e nós também aumentamos a produção e aí coloco ele numa embalagem bonita para os clientes presentearem outras pessoas. Mas a expectativa é boa de venda de panetones este ano”, disse.

O Senac Alagoas registrou aumento de 30% na procura pelos cursos de panificação e confeitaria oferecidos nas unidades de Alagoas. Um dos cursos oferecidos foi o de Culinária Natalina. Segundo a Analista de Gastronomia do Senac Alagoas, Sandra Lyra, o aprendizado adquirido nesse período é uma oportunidade de transformação econômica. “A geração de renda extra no fim do ano tem grande impacto na vida de quem trabalha com culinária e confeitaria, especialmente para empreendedores e trabalhadores informais. As vendas impulsionadas pelas festas não apenas fortalecem a estabilidade financeira, mas também promovem inclusão social e expansão de negócios locais”, diz ela.
Além do aspecto individual, Sandra pontua que o período festivo movimenta intensamente todo o setor gastronômico em Alagoas. “O aumento no consumo e o fluxo turístico elevam a renda de estabelecimentos e profissionais, gerando também novas oportunidades de emprego temporário em bares, restaurantes e buffets”, afirma.
Décimo terceiro deve injetar R$ 1,48 bi na economia de Alagoas
Se de um lado indústrias e pequenas empresas se preparam para aumentar a produção de produtos natalinos, o comércio estima que somente o décimo terceiro salário vá injetar na economia de Alagoas mais de R$ 1,48 bilhão, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL).
Segundo o presidente da entidade, Adeildo Sotero, o volume significativo promete impulsionar as vendas do comércio de bens, serviços e turismo. “Nosso comércio está pronto para atender a demanda de um consumo que tradicionalmente cresce nesta época. Seja para as compras de presentes e decorações, seja para as confraternizações de final de ano ou lazer, há uma variedade de produtos e serviços à disposição dos consumidores, atendendo a todos os bolsos e gostos e nos convidando a prestigiar as empresas locais”, afirma.
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