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Com queda de 35% em outubro, AL mira exportações para Ásia e Europa

Em outubro dados do Ministério do Comércio Exterior apontam que exportações de Alagoas aos EUA caíram 98%
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Exportações Porto de Maceió
Com queda nas exportações em outubro, Alagoas tem buscado novos mercados na Ásia e Europa. Foto: Porto de Maceió

As exportações de Alagoas finalizaram em queda de 35% no mês de outubro, totalizando US$ 53,5 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar da queda, o estado ampliou sua presença em mercados não tradicionais da Ásia e da Europa, com destaque para Singapura, Geórgia e Canadá, que juntos responderam por mais de 97% das vendas externas do mês.

Segundo os dados do MDIC, no mesmo período, as importações somaram US$ 110,6 milhões, representando alta de 18,7% na comparação com o mesmo período de 2024. Com isso, o saldo da balança comercial de Alagoas fechou o mês negativo em US$ 57,1 milhões, enquanto a corrente de comércio (soma de exportações e importações) atingiu US$ 164,2 milhões, uma leve retração de 6,5% em relação ao ano passado.

Dois produtos continuam liderando com folga as exportações alagoanas, os açúcares e melaços representaram 51,1% da pauta, enquanto os minérios de cobre e seus concentrados corresponderam a 46,4%. Essa concentração não é nova e reflete tanto a tradição histórica do setor sucroenergético quanto o avanço recente da mineração de cobre no estado.

Segundo a gerente do Centro Internacional de Negócios, da Federação das Indústrias de Alagoas (CIN/FIEA), Dielze Mello, o início tardio da safra de cana-de-açúcar em Alagoas este ano, no mês de setembro, tem impacto direto no mix de produtos exportados. “No entanto, os embarques de açúcar são diretamente afetados pelo calendário da safra. Em Alagoas, a colheita e o processamento da cana-de-açúcar foram iniciados em setembro, o que indica que as exportações do produto podem ter evolução nos próximos meses. 

“Estamos numa fase onde nosso principal produto da pauta de exportação, que é o açúcar, foi afetado devido as usinas estarem saindo da entressafra e iniciando o novo ciclo, que está mais lento. Então esse calendário mais tardio tem representado queda nas exportações quando comparamos outubro com o mesmo período do ano anterior”, explicou.

Já entre janeiro e outubro de 2025, as exportações acumuladas de Alagoas totalizaram US$ 646,2 milhões. O período teve queda de 5,2% no comparativo com as exportações no mesmo período de 2024. O destaque absoluto no acumulado são os açúcares e melaços, representando 70% das exportações feitas no período.

Alagoas exporta menos para os EUA e mira novos mercados

Outro dado que chamou atenção no relatório do Ministério do Comércio Exterior de outubro foi a queda no volume de exportações de Alagoas para os Estados Unidos, que recuaram 98,9% na comparação com outubro de 2024. O país norte americano comprou apenas US$ 101,6 mil em produtos alagoanos, quando no mesmo mês do ano passado o valor superava os US$ 9 milhões.

O recuo está diretamente ligado ao principal item da pauta de exportação de Alagoas para os EUA, o açúcar. que resultam de uma conjunção de fatores sazonais e externos. Além da influência do calendário da safra, as tarifas de importação impostas pelo governo norte-americano sobre alguns produtos brasileiros também afetam a competitividade dos embarques.

Com isso, o mercado americano perdeu espaço e abriu caminho para a diversificação. Em agosto, o principal parceiro comercial do estado foi a Suíça, que concentrou 95,6% das exportações de minério de cobre. Em setembro, o principal mercado dos produtos alagoanos foi Singapura, concentrando 78,6% do total exportado.

Já em outubro, o Canadá despontou como o principal destino, absorvendo 47,4% das exportações alagoanas, seguido por Singapura, com 46,5%, e Geórgia, com 3,3%. Outros países que figuraram com menor participação incluem Cuba, Paraguai, Portugal, Panamá e Chile.  

Do lado das importações, Alagoas manteve um ritmo forte, com destaque para a entrada de adubos e fertilizantes químicos (8,6%), óleos vegetais (4,9%), malas e bolsas (4,8%), além de materiais de escritório, equipamentos de telecomunicação, polímeros de etileno e brinquedos.

A China permaneceu como principal parceiro comercial na importação, fornecendo mais de 58%dos produtos comprados por Alagoas. Na sequência, aparecem países como a Estados Unidos, Indonésia, Arábia Saudita e Rússia.

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