
A Revise Empreendimentos, holding potiguar especializada na comercialização e transporte de combustíveis claros e de aviação, anunciou um investimento de R$ 10 milhões para entrar no setor de bebidas. O aporte será destinado à instalação de uma fábrica de água mineral e refrigerantes no município de Alagoinhas, no interior da Bahia.
O protocolo de intenções com a prefeitura foi formalizado na quinta-feira (15), com a presença do prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo. A planta industrial será implantada em um terreno de 179 mil metros quadrados no bairro São Lucas, onde as obras de terraplenagem já foram iniciadas. A montagem das estruturas está prevista para começar em até 30 dias.
De acordo com Wilson Serra, CEO da Revise Empreendimentos, a decisão de investir em Alagoinhas foi baseada em estudo de viabilidade econômica que identificou potencial logístico e disponibilidade de água de qualidade na região. A unidade será a primeira engarrafadora de água mineral instalada na cidade.
O projeto prevê três fases de operação. A primeira será dedicada ao envase de garrafões de 20 litros de água mineral, com geração de 80 empregos diretos e 300 indiretos. Na segunda etapa, o portfólio será ampliado com embalagens descartáveis. A terceira fase incluirá a produção de refrigerantes e bebidas energéticas. A expectativa da empresa é atender cerca de 100 municípios com a nova operação.
Além dos R$ 10 milhões iniciais, a estimativa é que o total de investimentos chegue a R$ 38 milhões, com aportes complementares de R$ 12 milhões e R$ 26 milhões financiados por meio de parcerias com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Nordeste (BNB).
A empresa já possui CNPJ registrado para a operação e teve o pedido de autorização para exploração do subsolo aprovado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A estimativa é que a produção seja iniciada entre oito e nove meses após o avanço das obras civis.

Nova unidade em Alagoinhas
A operação industrial da Revise Empreendimentos em Alagoinhas será conduzida sob o nome fantasia Crystal de Alagoinhas. A empresa foi registrada em 16 de abril de 2025, está enquadrada no regime do Simples Nacional e possui capital social declarado de R$ 500 mil.
A unidade iniciará a operação com envase de garrafões de 20 litros. O cronograma inclui, posteriormente, a produção de embalagens descartáveis, bebidas isotônicas, refrigerantes e energéticos, com foco no atendimento a municípios do interior da Bahia e de outros estados do Nordeste.
Infraestrutura e polo regional de bebidas
Localizada a 128 quilômetros de Salvador, Alagoinhas possui cerca de 150 mil habitantes e se consolidou como um dos principais polos industriais do segmento de bebidas do Norte-Nordeste. A cidade abriga operações de três grandes cervejarias — Grupo Petrópolis, Grupo Kirin e Heineken — e conta com uma cadeia produtiva de insumos que inclui fábricas de embalagens plásticas, tampas, anéis de alumínio, caixas para transporte e móveis plásticos.
A água do município é reconhecida como a melhor do Brasil e a segunda melhor do mundo para a fabricação de bebidas, devido à pureza, à baixa alcalinidade e ao pH próximo do neutro, características que reduzem custos de filtragem e melhoram a estabilidade do produto.
Segundo a Prefeitura de Alagoinhas, o setor gera 5,3 mil empregos diretos. A cidade também desempenha papel estratégico na logística regional, com acesso às BRs 101 e 110, formando um centro de distribuição para o Norte e Nordeste e norte de Minas Gerais.
Distribuidora de combustíveis estreia no setor
Com sede no Rio Grande do Norte, a Revise Empreendimentos atua na comercialização e transporte de combustíveis claros e de aviação. A empresa opera o Posto Senador, em Natal, e fornece produtos para distribuidoras e clientes de todo o país.
A companhia também mantém operações nos segmentos de logística e abastecimento de aeronaves, com presença em aeroportos estratégicos. É responsável pela operação de Postos de Abastecimento de Aeronaves (PAA) nos aeroportos de Fernando de Noronha (PE), Ilhéus (BA) e Chapecó (SC). Em Fernando de Noronha, foi a primeira empresa brasileira a construir e operar um PAA na ilha.
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