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Ginga Moda RN espera movimentar R$ 1 mi com compradores de 18 estados

Primeira edição do Ginga Moda movimenta setor têxtil do RN. Programação inclui rodadas de negócios, desfiles e palestras para conectar marcas locais ao mercado nacional
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  1. Evento reúne 46 marcas expositoras e movimenta mais de R$ 1 milhão em negócios na capital.
  2. Participação de compradores de 18 estados brasileiros amplia visibilidade da indústria da moda potiguar nacionalmente.
  3. Programação inclui rodadas de negócios, palestras, desfiles e atividades de fortalecimento da cadeia produtiva.
  4. Iniciativa resulta de parceria entre Governo do RN, Fapern, Sebrae-RN e Senai para economia criativa.
  5. Edital Moda & Turismo de 2022 investiu R$ 800 mil para financiar projetos do setor.
O Ginga Moda RN nasce com a proposta de ser uma das principais vitrines da indústria da moda do Rio Grande do Norte – Foto: Raiane Miranda/Governo do RN

A expectativa de movimentar mais de R$ 1 milhão em negócios, a presença de 46 marcas expositoras e a participação de compradores de 18 estados brasileiros colocam o Ginga Moda RN como uma das principais vitrines da indústria da moda do Rio Grande do Norte. Em sua primeira edição, o evento reúne empreendedores, estilistas, especialistas e consumidores em Natal para ampliar a visibilidade da produção autoral potiguar, fortalecer a economia criativa e abrir novos mercados para o setor.

Realizado até esta terça-feira (28), o Ginga Moda RN reúne empresas dos segmentos de moda feminina, praia, infantil, uniformes, modelagem e bordados. Além da exposição de produtos, a programação contempla rodadas de negócios, palestras, desfiles e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da moda.

A iniciativa faz parte da política estadual de incentivo à economia criativa, construída em parceria entre o Governo do Rio Grande do Norte, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado (Fapern), o Sebrae-RN e o Senai. O objetivo é estimular o empreendedorismo, a inovação e a competitividade da indústria da moda local.

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Espaço para marcas autorais

Entre os expositores está o Ateliê 304, marca fundada pela empreendedora Fernanda Arruda e especializada em bolsas e acessórios artesanais inspirados em paisagens, arquiteturas e elementos urbanos do Rio Grande do Norte. Durante o evento, ela apresenta uma colaboração desenvolvida com o estilista George Azevedo e avalia que a feira representa uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre o mercado.

“Estou começando agora nesse universo da moda e vim justamente para conhecer melhor o mercado, entender como ele funciona e criar conexões. Fui convidada por George Azevedo para desenvolver essa collab, e participar do Ginga Moda está sendo uma experiência muito importante para conhecer o setor e as oportunidades que existem para quem produz moda autoral no Rio Grande do Norte”, afirmou.

Compradores de todo o país

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti, o encontro amplia a inserção da moda potiguar no mercado nacional ao reunir empresas e compradores em um mesmo ambiente de negócios.

“O Ginga Moda RN reúne mais de 200 compradores circulando durante os dois dias de programação e 46 empresas potiguares expondo seus produtos. Isso é motivo de orgulho para todos nós”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que a atuação conjunta entre Sebrae, Senai, Governo do Estado e Governo Federal fortalece o ambiente de negócios e amplia as oportunidades para o setor.

Uma das ações que contribuíram para esse cenário foi o Edital Moda & Turismo, lançado em 2022 pelo Governo do Estado, por meio da Fapern, em parceria com o Sebrae-RN. Com investimento de R$ 800 mil, o programa financiou 50 projetos nas áreas de moda, design e turismo, incentivando iniciativas voltadas à identidade cultural potiguar e ao desenvolvimento de novos negócios.

“O Edital Moda & Turismo permitiu impulsionar a moda autoral e projetos inovadores, inclusive iniciativas que transformam materiais recicláveis em peças de valor agregado. O Ginga Moda amplia esse trabalho ao conectar essa produção ao mercado e aproximar as marcas potiguares de compradores de todo o país”, destacou.

Governo destaca fortalecimento do setor

Durante a abertura oficial, a governadora Fátima Bezerra visitou os estandes e acompanhou os desfiles, ressaltando que o evento representa a valorização da produção local e o resultado das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia têxtil.

“Aqui estão as mãos das nossas costureiras, dos empreendedores, do artesanato e toda essa vocação que o nosso estado tem para o setor têxtil. É a nossa prata da casa ganhando visibilidade, mostrando ao Brasil e ao mundo o melhor da moda potiguar”, declarou.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado, o evento evidencia o potencial da economia criativa como instrumento de desenvolvimento e geração de renda.

“A economia criativa e a economia popular também fazem parte do DNA do desenvolvimento do Rio Grande do Norte. O Ginga Moda fortalece toda essa cadeia”, concluiu.

Projetos voltados para cadeia da moda

A estratégia de promoção do polo de moda do Rio Grande do Norte também inclui o programa Costura + RN, executado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) em parceria com o Senai. A iniciativa oferece qualificação profissional, capacitação em empreendedorismo e acesso facilitado ao crédito para aquisição de máquinas e equipamentos, ampliando as oportunidades de geração de renda em diversos municípios do estado.

Outro mecanismo de incentivo é o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi). Atualmente, 42 empresas do segmento têxtil são beneficiadas pela política de incentivos fiscais, integrando um universo de 377 empresas contempladas em diferentes setores da economia potiguar.

Entre os projetos apoiados pelo Governo do Estado está também o Tecendo Liberdades, desenvolvido pelo Senai Moda RN em parceria com a Secretaria de Estado da Administração (Sead). A iniciativa oferece cursos de modelagem, costura e desenvolvimento de produtos para pessoas privadas de liberdade na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, utilizando a qualificação profissional como instrumento de ressocialização.

Leia também: Mercado Moda Mix investe R$ 730 mil para impulsionar moda autoral “made in PE”

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