Com recorde no volume de vendas, CNC prevê varejo crescendo 2% em 2024

Segundo estimativa da CNC, as vendas totais em fevereiro alcançaram R$ 209,9 bilhões, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2000
Vendas no varejo
A continuidade da recuperação do varejo depende da confirmação das expectativas de que os juros cheguem a 9% ao ano em dezembro. Foto: CNC/Divulgação

O aumento de 1% em fevereiro apontado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fez com que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisasse para cima sua previsão de crescimento das vendas em 2024. A expectativa, que era de 1,6%, subiu para 2% de elevação na movimentação do varejo neste ano.

Segundo estimativa da CNC, as vendas totais em fevereiro alcançaram R$ 209,9 bilhões, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2000. Conforme o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, o avanço superou as expectativas do mercado.

“Os dados revelam que a macroeconomia está trilhando um bom caminho e, com a trajetória de declive das taxas de juros, os varejistas podem esperar um ano relativamente positivo para os negócios”, afirma o presidente.

Compõem o cenário melhor do que o esperado as evoluções do mercado de trabalho, cuja taxa de desocupação se encontra no menor patamar em dez anos, e a desaceleração da inflação, que acumula alta de 1,4% no primeiro trimestre – a menor para o período em quatro anos.

De acordo com Tadros, a continuidade da recuperação do varejo depende da confirmação das expectativas de que os juros cheguem a 9% ao ano em dezembro, e que a inflação fique dentro da meta estabelecida em 3,75%. “Confirmada essa tendência, certamente, consumidores e varejistas se depararão com juros mais baixos também na ponta”, acredita.

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O principal segmento responsável pelo avanço de fevereiro foi o de farmácias, perfumarias e cosméticos, que aumentou em 9,9% as vendas em fevereiro (janeiro havia sido um mês de queda, com redução de 1,1%).

“Parte dessa elevação pode estar associada à antecipação do aumento de até 4,5% nos preços dos medicamentos, que foi autorizado pela Anvisa para valer a partir de abril, ou de descontos aplicados na compra de mais produtos para escapar do reajuste”, explica o economista da CNC responsável pelas projeções, Fabio Bentes.

Bentes aponta que esse segmento tem se destacado no varejo brasileiro nos últimos anos. Ele lembra que, em relação a fevereiro de 2020 (mês que antecedeu o início da crise sanitária), o volume de vendas do varejo cresceu 7,1%, ao passo que as vendas de artigos farmacêuticos chegaram a um avanço real de 39,9%.

Crédito melhor alavanca vendas no varejo

Outro destaque foi o desempenho das lojas de artigos de usos pessoal e doméstico (que tiveram aumento de 4,8%) e do setor automotivo (com alta de 3,9%). “Isso reforça a percepção de que os efeitos positivos sobre o consumo decorrentes da melhoria das condições crédito vêm influenciando favoravelmente o nível de atividade do varejo”, analisa Bentes.

Ele reforça que até mesmo os segmentos dependentes do crédito, que registraram crescimentos menos expressivos como os de vestuário e calçados (com elevação de 0,3%) e móveis e eletrodomésticos (com alta de 1,2%), tiveram fortes avanços em janeiro, de 8,5% e 4,1%, respectivamente, o que já é produto do maior acesso ao crédito.

* Com informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

Leia mais: Varejo cresce 1% em fevereiro e atinge patamar recorde, diz IBGE

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