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“Maior resposta ao crime da história”, diz Lula sobre operação contra PCC

Operações Carbono Oculto, Tank e Quasar, PF, atingem esquema do PCC no setor de combustíveis e mercado financeiro, com bloqueio de R$ 3,2 bilhões
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O presidente Lula destacou que foi a maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de história Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente Lula destacou que foi a maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de história Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

“A maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui.” Foi com essa declaração que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou, nesta quinta-feira (28), o conjunto de operações deflagradas pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais. Batizadas de Carbono Oculto, Tank e Quasar, as ações miraram diferentes frentes de atuação do crime organizado no setor de combustíveis e no mercado financeiro, atingindo diretamente esquemas de lavagem de dinheiro atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo Lula, o objetivo central é proteger consumidores e cidadãos, garantindo que os recursos públicos sejam recuperados e que o mercado volte a funcionar com transparência. “Nosso compromisso é cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, afirmou o presidente.

O diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou detalhes das operações realizadas nesta quinta-feira (28) Foto: José Cruz/Agência Brasil

As investigações apontam que o conjunto das operações alcançou cifras inéditas: o esquema teria movimentado cerca de R$ 140 bilhões nos últimos anos. No setor de postos de combustíveis, alvo da Operação Tank, mais de mil estabelecimentos são suspeitos de adulteração, fraude fiscal e manipulação de notas, o que resultou em uma perda tributária estimada em R$ 8,6 bilhões.

A Operação Carbono Oculto concentrou esforços contra redes de distribuição e importação usadas pelo PCC para sonegação e lavagem de dinheiro. Já a Operação Quasar investigou o uso de aproximadamente 40 fundos de investimento, avaliados em R$ 30 bilhões, localizados em cinco endereços na Avenida Faria Lima, em São Paulo, maior centro financeiro do país e que funcionavam como instrumentos de ocultação patrimonial. Somente nessa frente, a Justiça autorizou o sequestro de cerca de R$ 1,2 bilhão em ativos.

Polícia Federal mulheres
As investigações continuam, com foco na expansão da organização criminosa para outros estados e na responsabilização dos envolvidos. Foto: Polícia Federal/Divulgação

PF cumpriu 400 mandados contra alvos do PCC

No total, foram cumpridos mais de 400 mandados de prisão e busca e apreensão em oito estados, com bloqueio judicial de R$ 3,2 bilhões em bens e valores. A Receita Federal identificou ainda o uso de fintechs atuando como “bancos paralelos”, com movimentação de aproximadamente R$ 46 bilhões.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a ofensiva só foi possível graças ao trabalho integrado entre PF e Receita, e classificou o esquema como “sofisticado”. “Esta ação chegou ao andar de cima do sistema”, afirmou. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional também ajuizou medidas para assegurar a reversão de bens como imóveis e veículos ao pagamento de dívidas tributárias.

A repercussão internacional foi imediata. Agências como Reuters, Associated Press e Financial Times destacaram que a operação brasileira é uma das maiores já realizadas na América Latina contra o crime organizado, com impacto direto sobre a estrutura financeira do PCC e sobre setores estratégicos da economia.

Principais números das operações Carbono Oculto, Tank e Quasar

  • Mais de 400 mandados cumpridos em oito estados.
  • R$ 3,2 bilhões em bens e valores bloqueados pela Justiça.
  • Volume total movimentado: R$ 140 bilhões.
  • Setor de combustíveis (Tank): R$ 52 bilhões em transações suspeitas.
  • Perda tributária estimada em R$ 8,6 bilhões.
  • Fintechs funcionaram como “bancos paralelos”, movimentando R$ 46 bilhões.
  • 40 fundos de investimento (Quasar) usados para lavagem de dinheiro, avaliados em R$ 30 bilhões.
  • Sequestro judicial de cerca de R$ 1,2 bilhão em ativos.

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