Bolsonaro culpa medicação por vídeo golpista em 8 de janeiro

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O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro REUTERS / Ueslei Marcelino

Em depoimento à Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que compartilhou sem querer um vídeo que questionava o sistema eleitoral, após as eleições de 2022, que culminaram com a sua derrota nas urnas para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Bolsonaro chegou à sede da PF, em Brasília, pouco antes das 8h50, acompanhado da defesa, e saiu por volta de 11h20. O depoimento é parte do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e vandalizadas.


A PF tomou as declarações de Bolsonaro após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo os investigadores, uma postagem feita no dia 10 de janeiro pelo ex-presidente seria o elo entre ele e aos atos golpistas do dia 8 de janeiro. À época, Bolsonaro apagou a publicação em seguida, como relatou à imprensa depois do depoimento seu advogado de defesa Paulo Cunha Bueno. “Em momento algum alguém vai encontrar uma declaração dele (Bolsonaro) dizendo que a eleição foi fraudada”, diz na entrevista o defensor.


O fato de ter feito uso de morfina depois de receber alta após ser internamento para tratar uma obstrução intestinal, também foi colocado como argumento para sustentar o ‘ato falho’ do ex-presidente ao postar o vídeo de caráter instigador aos golpistas. O advogado, Bolsonaro compartilhou o vídeo de forma “equivocada”.


O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da gestão Bolsonaro e assessor do ex-presidente, Fabio Wajngarten, também participou de entrevista e foi perguntado se foi o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente que costumava gerenciar as redes sociais dele, quem teria feito a postagem. Porém, Wajngarten negou participação do parlamentar.

Joias

Ainda no mês de Abril, Bolsonaro já tinha comparecido à Polícia Federal para prestar depoimento, mas em outro inquérito, que apura a suposta prática de crime pelo ex-presidente no caso das joias milionárias que recebeu de presente do governo da Arábia Saudita.

Na ocasião, Bolsonaro afirmou que ficou sabendo da existência das joias sauditas milionárias em dezembro de 2022, mais de um ano após elas terem chegado ao país. Bolsonaro disse ainda que não se lembrava quem o avisou da apreensão das joias pela Receita Federal.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (25) que teve conhecimento sobre o segundo conjunto de joias enviado pelo governo da Arábia Saudita e recebido de forma ilegal no Brasil. Desta forma, ela mudou a versão sobre o caso das joias e afirmou que não tinha conhecimento somente sobre o primeiro conjunto, trazido ao Brasil pelo ex-ministro Bento Albuquerque.

“O acervo se encontra temporariamente armazenado na fazenda do Nelson Piquet porque o presidente não tinha [na época] nem casa. Depois, ele [o kit com joias] seria remetido a outro lugar, para armazenamento adequado”, disse Fábio Wajngarten.

Ainda segundo o assessor – para que as joias apreendidas pela Receita fossem entregues a representantes do governo – foi feito “uma única vez ao ajudante de ordens, a fim de evitar um vexame internacional, de um presente dado ao presidente do Brasil ir a leilão”, disse Wajngarten.

Ele acrescentou não ver motivos para a ex-primeira dama Michele Bolsonaro ser intimada pelos investigadores.

Segundo o outro advogado de defesa de Bolsonaro, Daniel Tesser, os kits com as joias foram recebidos pela comitiva brasileira em outubro de 2022. O conjunto apreendido foi o feminino, contendo um colar, um par de brincos, um anel, um relógio de pulso e um pedestal no formato de um cavalo. “Até então não se sabia o que havia ali”, disse Tesser.

O kit feminino estava na mochila do então chefe do escritório de representação do Ministério de Minas e Energia (MME) no Rio de Janeiro, o militar Marcos André Soeiro. Já o masculino (e outros presentes) estava na mala de mão do ex-ministro do MME Bento Albuquerque, e foi liberado.


Nestlé diz que lata foi adulterada por terceiros, depois de lata ‘personalizada’ para Bolsonaro

Essa é mais uma das histórias que a gente prefere rir para não chorar, mas assim mesmo não conseguimos sorrir. Depois do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) posar ao lado de Michelle Bolsonaro com uma lata de leite condensado personalizada: “nosso eterno presidente desde 2019”, a empresa de alimentos e bebidas Nestlé emitiu um comunicado oficial negando envolvimento com a ação e afirma que a embalagem foi adulterada por terceiros.
“A Nestlé esclarece que não realizou ação de personalização e envio das latas de Leite Moça. A embalagem original e a identidade visual do produto foram usadas de forma indevida por terceiros”, diz nota.
No último domingo, Bolsonaro ganhou um café da manhã de boas-vindas por parte de seus vizinhos do Condomínio Solar de Brasília. Entre os presentes concedidos ao ex-presidente, estava a lata personalizada, que chegou a ser compartilhada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
“Quanto carinho”, escreveu. Poderia até ser uma simples demonstração de carinho. Mas, o caso remete ao governo Bolsonaro, que foi investigado, em 2020, pelo Ministério Público junto ao TCU por ter gasto mais de R$ 15 milhões com leite condensado.
Mais uma vez, a parcela faminta da população brasileira repudia a postura indecorosa do ex-presidente Jair Bolsonaro.



Posto de saúde do Alto do Eucalipto é reformado e modernizado

Fotos: Rodolfo Loepert/Prefeitura do Recife

O prefeito do Recife, João Campos, visitou, nesta quarta-feira (26/04), a Unidade de Saúde da Família Ednaldo Vasconcelos, que foi requalificada e que fica localizada no Alto do Eucalipto, no bairro do Vasco da Gama, Zona Norte da Capital. As obras iniciaram no final do ano passado e tiveram um investimento de mais de R$ 85 mil na reforma e modernização das estruturas, instalações elétricas e hidráulicas, mobília, substituição de telhado, recuperação de piso e da área verde, redimensionamento das salas de odontologia e pintura.

“Quando eu visitei essa unidade em dezembro do ano passado, muita gente estava se queixando e pedindo melhorias. Ouvimos e demos razão à comunidade e hoje estamos entregando a requalificação desse posto. A estrutura agora está toda recuperada e nova, também fizemos adequações na equipe que presta o serviço. Desejamos essa melhoria em todas as nossas unidades e aqui vemos um símbolo que representa o que estamos fazendo na cidade”, disse o prefeito.

Humberto vai a Ministério das Cidades pedir erradicação de palafitas

Presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, Humberto Costa (PT) anunciou que irá, nos próximos dias, ao Ministério das Cidades para pedir uma atenção especial do governo Lula à erradicação das palafitas no país. Segundo o senador, o bairro de Brasília Teimosa, no Recife, é modelo de uma intervenção de sucesso nesta área.

Da tribuna do Senado, Humberto lembrou que, em 2003, as gestões petistas de João Paulo, no Recife, e de Lula, no governo federal, se juntaram para mudar a realidade do bairro na zona sul, onde parte expressiva dos moradores vivia em palafitas. Especialmente em agosto, quando os ventos lançam o mar com mais força sobre o continente, eram muitos os casos de destruição, acidentes e mortes na região.

“Graças à ação de Lula e João Paulo, 1.864 habitações deste tipo foram removidas e 4.552 unidades foram entregues na cidade. Requalificamos a orla de Brasília Teimosa, criamos a avenida Brasília Formosa e mudamos a cara da comunidade e da nossa capital”, disse Humberto. O senador lembrou que 30 mil famílias ainda vivem em palafitas no Recife e que o problema se estende para outras regiões de Pernambuco, como a Mata Sul, com cujos prefeitos Humberto pretende montar uma articulação.

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