
Com capacidade instalada para abastecer uma cidade com aproximadamente 850 mil habitantes (895 megawatts-pico), o Conjunto Fotovoltaico Assú Sol tornou-se, em 13 de fevereiro, o maior projeto solar em operação da Engie no mundo. O complexo, em Assú, no Rio Grande do Norte, atingiu 100% de operação comercial após 30 meses de obras e R$ 3,3 bilhões em investimento. O empreendimento reforça o Eixo Transição Energética do Novo PAC, programa que já soma 388 usinas concluídas das 584 previstas no país.
Com 895 MWp, o Assú Sol posiciona-se entre os três maiores complexos solares em operação no Brasil, atrás apenas do Janaúba (1.617 MWp), da Elera Renováveis (MG), e do São Gonçalo (790 MWp), da Enel Green Power (PI), de acordo com levantamento da consultoria Greener com dados de fevereiro de 2024. Dentro do portfólio da própria Engie, supera o Lar do Sol (495 MWp), anteriormente seu maior ativo solar.
O empreendimento é formado por 16 usinas e 2.260 unidades geradoras, com 229,6 MW médios de capacidade comercial — equivalente à parcela da energia efetivamente negociada, descontadas perdas técnicas e variações de geração. Toda a produção está integralmente direcionada ao Mercado Livre de Energia, conectada à rede básica pela Subestação (SE) 500 kV Açu III e enquadrada no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI).
Complexo da Engie no Rio Grande do Norte
Implantado em 2.344 hectares de área arrendada, o complexo reúne mais de 1,5 milhão de módulos fotovoltaicos, 12 mil quilômetros de cabos e 53 quilômetros de acessos internos. A obra utilizou tecnologias inéditas em projetos fotovoltaicos no Brasil, incluindo mapeamento aéreo com drones, motoniveladoras automatizadas integradas a modelos 3D e cravadora automática de estacas — soluções que aumentaram a precisão do nivelamento e reduziram o tempo de execução.
Foram gerados mais de 4.500 empregos diretos durante a implantação, com registro de zero acidentes com afastamento. Antes de atingir operação plena, o Assú Sol já respondia por 50% do recorde de geração solar da Engie no Brasil, quando a empresa registrou 1.400 MW de produção de fonte fotovoltaica.
Impacto regional
Ao longo das obras, R$ 50 milhões foram destinados pela Engie a iniciativas socioambientais, com R$ 8,9 milhões aplicados diretamente em Assú. As ações incluíram construção de escola, unidade básica de saúde, cozinha comunitária e quadra poliesportiva, além do Plano de Ação Quilombola da comunidade de Bela Vista Piató e iniciativas de fomento à agricultura familiar e sistemas de armazenamento de água.
A conclusão do Assú Sol reforça o peso do Nordeste na expansão da geração solar brasileira. O Rio Grande do Norte figura entre os estados com maior irradiação solar do país e concentra parte relevante dos projetos fotovoltaicos em operação e em implantação no âmbito do Novo PAC. A Engie encerrou 2024 com faturamento de R$ 12,3 bilhões no Brasil e capacidade instalada de cerca de 13 GW provenientes de fontes renováveis.
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