
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê um aumento de 9.142 megawatts (MW) na potência instalada no Brasil em 2026. A estimativa supera em 23,4% o resultado obtido em 2025, de 7.403,54 MW acrescentados ao sistema elétrico brasileiro. As informações integram o Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (Ralie), ferramenta que compõe o monitoramento institucional da expansão da matriz elétrica brasileira.
Ao longo de 2025, 136 usinas entraram em operação comercial, com protagonismo das fontes que compõem a energia renovável no país. Foram instaladas: 63 centrais solares fotovoltaicas (2.815,84 MW), 15 termelétricas (2.505,77 MW), 43 eólicas (1.825,90 MW), 11 pequenas centrais hidrelétricas (199,34 MW), uma usina hidrelétrica (50,00 MW) e três centrais geradoras hidrelétricas (6,70 MW). O painel mensal da Aneel registra expansão de 652,51 MW em dezembro, fechando os 7.403,54 MW acumulados no ano e reforçando a tendência de avanço da matriz elétrica.
No ano passado, 17 estados passaram a sediar novas usinas em operação. Em ordem decrescente de potência adicionada, o Rio de Janeiro recebeu 1.681,07 MW, seguido pela Bahia (1.371,59 MW) e Minas Gerais (1.294,75 MW). O destaque em dezembro foi a Bahia, com chegada de nove usinas (359,89 MW); o Rio Grande do Norte somou 184,50 MW.
No consolidado regional, os nove estados do Nordeste responderam por 2.685,76 MW, equivalentes a 36,3% da expansão nacional de 2025, compondo a segunda maior participação agregada entre os blocos regionais. O quadro incorpora potências adicionadas por Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Ceará e Paraíba, segundo registros da Aneel.
Capacidade instalada de geração de energia elétrica atinge 215,9 GW
Em 1º de janeiro, o Brasil somou 215.936,9 MW de potência fiscalizada, segundo dados do Sistema de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (SIGA), que reúne informações sobre usinas em operação e empreendimentos outorgados em fase de construção. A matriz elétrica, no segmento de geração centralizada, mantém 84,63% de potência renovável, conforme classificação do SIGA.
A participação por fonte no total em operação evolui da seguinte forma: 47,67% hidrelétrica (UHE), 22,88% solar fotovoltaica (UFV), 16,06% eólica (EOL), 9,26% termelétrica (UTE), 2,92% pequenas centrais hidrelétricas (PCH), 0,92% centrais geradoras hidrelétricas (CGH) e 0,42% usinas termonucleares (UTN). Nos empreendimentos com construção não iniciada, os projetos solares representam 84,64% da potência prevista. Nos empreendimentos em construção, eólicas compõem 38,36% e solares 37,09% da matriz em implantação.
Painel detalha expansão da matriz elétrica
Uma abordagem aprofundada sobre a expansão da matriz elétrica pode ser consultada no painel Ralie, que organiza dados da fiscalização de usinas em construção e consolida informações por ano, região, estado, tipo de fonte e potência adicionada, ampliando a rastreabilidade da expansão da oferta. A ferramenta foi estruturada para registrar a evolução das usinas e permitir acompanhamento contínuo da geração centralizada.
As informações do painel são atualizadas mensalmente com base nas inspeções realizadas nas obras e nos dados do Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel). O cruzamento entre Ralie e Rapeel sustenta o monitoramento técnico da Aneel e compõe a base regulatória que organiza a expansão futura da matriz elétrica brasileira.
*Com informações da Aneel
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