- Publicidade -

Aneel habilita duas novas Pequenas Centrais Hidrelétricas para o Nordeste

Os projetos das usinas hidrelétricas serão instalados em Amaraji (PE) e São Desidério (BA), com operação prevista para janeiro de 2030. Investimento estimado de R$ 104 milhões em Pernambuco e geração de 10,85 MW de potência para a região
- Publicidade -
PCH Energia Santa Luzia São Desidério Bahia
A PCH Santa Luzia, na Bahia, tem barragem com 6,60 metros de altura ocupando uma área de apenas 10 hectares, preservando a biodiversidade local. Foto: Divulgação

O Nordeste avança para a ampliação de sua capacidade de geração de energia renovável com a implantação de duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), habilitadas no Leilão de Energia Nova A-5, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A habilitação foi formalizada nesta terça-feira (28), com a publicação do Despacho nº 3.169/2025 no Diário Oficial da União.

Os empreendimentos serão instalados nos municípios de Amaraji (PE) e São Desidério (BA), com operação prevista para iniciar em janeiro de 2030. Ao todo, 63 usinas hidrelétricas foram habilitadas na rodada, com investimentos estimados em R$ 5,46 bilhões. No Nordeste, os projetos somam 10,85 megawatts (MW) de potência instalada.

Usinas do Nordeste: Amaraji (PE) e São Desidério (BA)

Em Pernambuco, foi habilitada a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Amaraji, da Usina União e Indústria S.A., com investimento estimado em R$ 104 milhões. O empreendimento será implantado no município de Amaraji (PE), com capacidade instalada de 8,85 MW. As obras estão previstas para 2027, com duração entre 12 e 18 meses, visando o início da operação em 1º de janeiro de 2030. A empresa atua há 130 anos no setor sucroenergético e já opera duas centrais menores — Mariquita e Pé de Serra.

Na Bahia, foi habilitado o projeto da Geração de Energia Santa Luzia SPE Ltda., a ser instalado em São Desidério (BA). O empreendimento possui capacidade de 2,0 MW e preço ofertado de R$ 316,50 por megawatt-hora (MWh), o menor entre todas as propostas vencedoras do leilão. O site oficial informa que o empreendimento está em fase final de construção e a barragem, com 6,60 metros de altura, ocupa uma área de apenas 10 hectares, preservando a biodiversidade local.

Leilão bate recorde de usinas hidrelétricas habilitadas

O certame foi realizado em 22 de agosto, com a participação de 241 projetos, somando 2.999 MW de potência cadastrada. A composição foi de 50 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), 184 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e sete Usinas Hidrelétricas (UHEs) com até 50 MW.

Dos projetos habilitados, 53 são PCHs, 8 CGHs e 2 UHEs, totalizando 815,6 MW de potência instalada, com potência contratada de 795,74 MW. O preço médio negociado foi R$ 392,84/MWh, com deságio médio de 3,16% sobre o teto de R$ 411/MWh, gerando uma economia estimada de R$ 864,8 milhões para os consumidores ao longo dos contratos de 20 anos.

Das 63 usinas habilitadas, a distribuição por estado é a seguinte: Santa Catarina (18), Paraná (9), Rio Grande do Sul (9), Goiás (7), Minas Gerais (5), São Paulo (4), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (2), Bahia (1) e Pernambuco (1).

Principais compradoras e prazos

No total, nove distribuidoras firmaram contratos no leilão. A Amazonas Energia contratou 148,8 megawatts médios (MWm), enquanto a Neoenergia Bahia arrematou 87,0 MWm. Juntas, essas duas distribuidoras foram responsáveis por mais da metade dos 384,5 MWm negociados.

A habilitação publicada pela Aneel abre prazo de três dias úteis para interposição de recursos. Proponentes não habilitadas ou que identifiquem possíveis irregularidades podem apresentar contestação.

Contratos por quantidade e efeitos regionais

Os contratos CCEAR firmados no leilão seguirão a modalidade “por quantidade”, com suprimento de energia por 20 anos, com início em janeiro de 2030. O edital exige que, no mínimo, 30% da energia de cada empreendimento seja negociada no leilão.

Com base na média de R$ 10 milhões por megawatt instalado, os empreendimentos devem movimentar recursos significativos nas regiões onde estão localizados. Estimativas de mercado sugerem geração de até 50 mil empregos diretos e indiretos, embora a Aneel não tenha divulgado esse dado oficialmente.

A documentação de habilitação das proponentes será disponibilizada no site da Aneel, juntamente com cópia do Despacho nº 3.169/2025.

Leia mais: Maersk vai testar etanol brasileiro como combustível marítimo

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -