- Publicidade -

Economia na conta de luz será menor no NE com mercado livre

Estudo da Volt Robotics constatou que os clientes de baixa tensão nordestinos terão reduções menores na conta de luz ao migrarem para o mercado livre
- Publicidade -
conta de luz energia tarifa social lâmpada
A conta de luz vai diminuir menos para os nordestino que migrarem para o mercado livre. Foto: Divulgação/Neoenergia Pernambuco

Um estudo feito pela Consultoria Volt Robotics mostra que os nordestinos – que migrarem para o mercado livre – são os que terão menor redução na conta de luz, caso seja mantido o teor da Medida Provisória (MP)1.300/2025 que será apreciada pelo Congresso Nacional. Esta futura lei estabelece a reforma do setor elétrico. Os consumidores do Nordeste poderão ter uma diminuição, em média, de 9% na conta de energia.

A MP estabelece que os usuários que consomem energia em baixa tensão, poderão migrar para o mercado livre em agosto de 2026, no caso dos clientes comerciais e industriais, e dezembro de 2027, para o consumidor residencial. O mercado livre é aquele no qual o consumidor pode escolher a empresa a qual vai comprar energia. Atualmente, os consumidores de baixa tensão não têm esta escolha e compram a energia da distribuidora que oferece o serviço por Estado ou região. 

Segundo o estudo, neste grupo dos clientes de baixa tensão estão 58,4 milhões de pessoas que poderão migrar para o mercado livre em até cinco anos e economizar R$ 7,6 bilhões na conta de energia.

Para estes clientes, o preço da energia no Brasil varia de acordo com as 35 distribuidoras que atuam no País. Alguns Estados têm mais de uma distribuidora. O estudo analisou o custo da compra de energia por distribuidora pelo megawatt-hora (MWh), que apresentou uma variação de R$ 219, na Paraíba, até R$ 387, na distribuidora do Distrito Federal. Para os clientes da primeira, a redução seria de 5%, enquanto para os consumidores da segunda a diminuição da conta de luz poderia chegar a 26,5%.

De acordo com o estudo, os usuários dos demais estados do Nordeste terão, em média, a seguinte variação quando migrarem para o mercado livre: Rio Grande do Norte (-15,7%); Sergipe (-12%); Pernambuco (-11,4%); Bahia (-9,4%); Alagoas (-9,3%), Piauí (-8,4%);Maranhão (-6,4%); Ceará (-5,8%). Esta redução ocorreria pela diminuição do preço da compra de energia que as distribuidoras fazem as geradoras de energia.

Com a migração para o mercado livre, as demais regiões terão as seguintes reduções, médias, no custo da conta de energia: Centro-Oeste (-15,2%); Sul (-12,9%), Sudeste (-12,6%) e Norte (-9,8%). Estas reduções se baseiam na diminuição da compra de energia, os consumidores continuarão pagando por outros custos, como a distribuição, transmissão e tributos.

Entendendo a conta de luz

A conta de luz é a soma de vários custos que vão desde a geração da energia até o custo da transmissão (transporte) que faz a energia chegar à casa do consumidor cativo, o que compra da distribuidora. Por exemplo, numa conta de R$ 100, as despesas com o custo do serviço são as seguintes: geradoras (R$ 35), transmissoras (R$ 6), distribuidoras (R$ 26), encargos (R$ 15) e tributos (R$ 18), segundo o estudo. Ou seja, deste total R$ 33 são para bancar impostos e encargos.

O levantamento também adverte que a economia citada acima pode ocorrer caso sejam estabelecidos mecanismos eficientes para o tratamento dos custos de sobrecontratação das distribuidoras diante do movimento de migração que tende a ocorrer a partir das novas regras. A própria MP diz que será criado um novo encargo – a ser pago pelos clientes que migrarem para o mercado livre e os que continuarem nas distribuidoras para bancar a contratação a mais da energia pelas distribuidoras. A sobrecontratação (excesso de energia comprada) vai ocorrer quando uma parte dos clientes das distribuidoras migrarem para o mercado livre.

“Se esses custos forem simplesmente divididos entre os agentes sem que haja uma solução sustentável, os benefícios da migração para a o Mercado Livre serão reduzidos”, informa o estudo.

Como o levantamento diz, a opção pelo Mercado Livre está normalmente associada a uma redução de custos, pois a energia adquirida direto das comercializadoras ou geradoras tende a ser mais barata, e há a tendência de haver uma busca por melhor atendimento e mais flexibilidade na contratação ( da energia) em função da concorrência entre diferentes comercializadoras e geradoras. 

Mas o que faz o preço da geração da energia variar tanto entre as distribuidoras ? Elas têm contratos regulados e são obrigadas a realizar contratações de longa duração reajustadas por inflação, algumas têm contratos indexados ao dólar e aos preços de combustíveis em mercados internacionais.

Muitas distribuidoras do Nordeste também compram a energia mais barata, porque não arcam com o custo da compra da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu.

A consultoria Volt Robotics é especializada na área de energia, fazendo projeções e estudos usando ciência de dados e inteligência artificial com expertise em regulação e comercialização, além de sistemas inteligentes e gestão da energia, incluindo desde o risco energético até otimização de manutenção, produtos digitais para o mercado livre e soluções tarifárias.

Leia também

MP libera mercado livre de energia para pequenos consumidores

Economia do mercado livre de energia atrai condomínios

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Notícias

- Publicidade -