
Por Giovanni Lorenzon*
As cotações do açúcar em Nova York abriram testando alta, o que poderia mostrar tendência de seguir a forte elevação da véspera de quase 2%.
Mas os preços começaram a virar, em movimento que pode ser tanto de realização de lucros quanto por incertezas quanto aos fatores altistas da quarta-feira, com o vencimento março agora em -0,55%, a US$ 1,44 libra-peso.
Os contratos futuros passaram pelo canal de valorização com base na autorização do governo da Índia em permitir exportações de 1,5 milhão de toneladas, contrariando expectativas do mercado.
Os traders esperavam até 2 milhões de toneladas, em uma safra boa, no terceiro mês de colheita – alinhada por período à colheita do Nordeste.
O problema é que a Índia sempre apresenta um cenário de incerteza, dadas as idas e vindas das decisões oficiais, o que permite essa correção de hoje.
Mas, no geral, não se tira do radar os fatores de pressão ainda existentes. Tradings globais aumentaram as projeções de superávit global de açúcar e os mais recentes números brasileiros também.
A Czarnikow, no seu último comunicado, acrescentou 1,2 milhão de toneladas, para 8,2 milhões/t, sobre o relatado anteriormente.
A Conab, no Brasil, subiu em 5 mil toneladas a oferta da safra, para 45,5 milhões de toneladas, e a Única, que agrega as usinas do Centro-Sul, igualmente manteve o viés de mais açúcar em relatório relativo à primeira quinzena de outubro, encurtando a diferença para a safra passada no acumulado.
E a Datagro, uma das principais consultorias, acredita em alta de 3,9% na produção do alimento, para o recorde de 44 milhões de toneladas.
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