
Pogr Giovanni Lorenzon*
O fim do shutdown do governo nos Estados Unidos, e a consequente aprovação do pacote orçamentário do governo Trump, fomenta as expectativas nesta quinta-feira no Brasil, mesclando com o cenário interno.
Com relação aos EUA, o que os agentes financeiros querem é a volta de indicadores econômicos, escassos em 43 dias de paralisação, entre os quais – e principalmente – o payroll, a métrica do mercado de trabalho que baliza as expectativas sobre o futuro dos juros naquele país.
Por aqui, ainda poderá haver repercussão da fala de ontem de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, que não deu sinais de que haverá corte de taxas de juros antes de março, mais os dados de vendas do varejo do IBGE.
Na quarta-feira, o dólar subiu depois de cinco quedas consecutivas, e o Ibovespa chegou a recuar mais 0,30% ao longo da sessão, mas praticamente inverteu o sinal – até surpreendendo o mercado – no final dos trabalhos da B3. Fechou estável, em leve queda, sem arranhar os recordes históricos alcançados.
Mas justamente por essas “esticadas” dos real frente ao dólar e do principal índice da bolsa em 15 pregões seguidos, as correções eram esperadas.
Em perspectiva negativa para o mercado de ações, será o comportamento dos papéis do Banco do Brasil, com peso no Ibovespa, que ontem acusou forte recuo no lucro líquido do terceiro trimestre e reduziu em 60% seus resultados para o ano ante a forte inadimplência da carteira do agronegócio.
*Especial para o ME
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