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Gasolina também deve acompanhar tendência internacional de queda, diz Chambriard

Com petróleo mais barato, Petrobras já reduziu diesel e QAV. Além de falar sobre gasolina, presidente da empresa anunciou R$ 270 milhões para seleção pública de projetos culturais
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  1. Presidente da Petrobras confirma que gasolina acompanhará queda de preços internacionais de petróleo.
  2. Diesel reduzido em R$ 0,35 e querosene de aviação em 14,5% refletem atenuação do conflito no Oriente Médio.
  3. Bloqueio do Estreito de Ormuz havia elevado petróleo Brent de US$ 70 para mais de US$ 110 durante guerra.
  4. Petrobras evita reajustes diários para não trazer volatilidade e ansiedade aos consumidores brasileiros de combustíveis.
  5. Política de preços atual busca equilibrar acessibilidade e sustentabilidade da estatal no mercado competitivo.
Gasolina Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, falou sobre cenário de combustíveis no Brasil após participar da cerimônia de lançamento da Seleção Petrobras Cultural 2026. Foto: Petrobras/Divulgação
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, falou sobre cenário de combustíveis no Brasil após participar da cerimônia de lançamento da Seleção Petrobras Cultural 2026. Foto: Petrobras/Divulgação

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a gasolina deve acompanhar o comportamento de outros combustíveis, que tiveram o preço reduzido nos últimos dias com a queda do valor do petróleo no mercado internacional.

Na terça-feira (30), a estatal anunciou a redução do óleo diesel em R$ 0,35 por litro. Já nesta quarta-feira (1º), foi a vez de o querosene de aviação (QAV) ter uma redução de 14,5% anunciada pela empresa.

“Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais”, disse Magda. “No caso da gasolina, é a mesma coisa”, completou.

Segundo a Petrobras, as reduções já anunciadas refletem a atenuação dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e dos derivados, que haviam subido com o início do confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Efeito da guerra

O motivo principal da alta foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passavam pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.

Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados têm o preço definido no mercado internacional por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades).

Mesmo que ainda haja relatos de ataques na região de Ormuz, navios petroleiros voltaram a cruzar o estreito.

O preço do barril de petróleo tipo Brent (referência internacional) voltou a ser negociado na casa dos US$ 70, cotação em linha com o período pré-conflito. Nos momentos mais críticos da guerra, chegou a custar mais de US$ 110. 

“Sem ansiedade” para a gasolina

Magda Chambriard disse que a empresa acompanha o cenário de preço global diariamente, mas sem trazer para o Brasil “volatilidade e a ansiedade”.

“Vamos acompanhar a tendência, mas não todos os dias”, disse ela, que considera que a gasolina “custou para subir”.

Em 29 de maio de 2026, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48/litro, mas aderiu à subvenção (espécie de reembolso) do governo federal de R$ 0,44/litro. Assim, o aumento efetivo para as distribuidoras foi de R$ 0,04/litro.

A presidente da estatal apontou que a atual política de preços tenta não trazer para o Brasil a volatilidade internacional, diferentemente do que ocorria em anos anteriores.

“Quando fizemos isso no passado, mais ou menos em 2018. Aquela aflição por aumentar o preço da gasolina todos os dias ou baixar o preço da gasolina todos os dias trouxe para a gente um efeito mais que indesejado, fez a Petrobras perder market share [participação de mercado]”, lembrou.

De acordo com ela, a empresa analisa o cenário com “muita calma, muito profissionalismo”.

“A gente quer atender à sociedade, quer fornecer produtos que caibam no bolso, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras”.

Retirada de subsídios

A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios às empresas produtoras e importadoras de combustíveis.

No mesmo dia em que a Petrobras anunciou a queda do diesel, o governo cortou um alívio de R$ 0,35 que valia para o combustível, utilizado majoritariamente por caminhões e ônibus.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou que o governo avalia a retirada do subsídio de R$ 0,44 que vale para a gasolina.

Magda Chambriard, ao ser questionada se a Petrobras poderia reduzir o preço da gasolina antes mesmo de o governo retirar o subsídio aos produtores e importadores, disse considerar a pergunta “prematura”.

Seleção pública de projetos culturais terá investimento de R$ 270 milhões

Com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do secretário executivo do Ministério da Cultura, Marcio Tavares dos Santos,, foi lançado nesta quarta-feira (1º) o regulamento da Seleção Petrobras Cultural 2026. Com investimento de R$ 270 milhões, esta é a maior edição já realizada pela companhia em sua história. A seleção pública é destinada a projetos culturais em todo o país e reforça o papel da Petrobras como principal incentivadora da cultura no Brasil.

A Seleção Petrobras Cultural é a principal porta de entrada para projetos culturais patrocinados pela companhia. Trata-se de um processo seletivo com ampla abrangência nacional, critérios transparentes e mecanismos para promover a diversidade de territórios, realizadores, temáticas e públicos. Os patrocínios serão viabilizados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da Lei do Audiovisual.

Uma das novidades desta edição é a inclusão de duas novas modalidades para inscrição de projetos: “Produção de Games” e “Incubação e Desenvolvimento Cultural”. No total, são 11 modalidades de patrocínio, com objetivo de atender diversos segmentos culturais.

As inscrições já estão abertas através do site da Petrobras e seguem até o dia 31 de julho. Para realizar a inscrição, não é necessário que as propostas já estejam cadastradas nas Leis de Incentivo.

*Com informações da Petrobras

Leia mais: Petrobras corta QAV em 14,5%, mas preço ainda sobe 40% no ano e afeta passagens

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